VENTO NEGRO É FURACÃO

O primeiro tempo do jogo com o Santos nesse sábado lembrou muito o do primeiro turno: o Santos em cima, atacando, e o Grêmio atrás, tentando achar um contra-ataque. Escapamos de tomar um vareio. Foi só começar o segundo tempo que tudo mudou: Luan meio que achou um gol, num rebote de uma falta de Galhardo que ficou na barreira, e de repente o jogo era nosso. Perdemos vários gols, Pepê e Cebolinha deixaram os seus. Vingamos o traumático jogo do primeiro turno, devolvemos o nó tático, recuperamos os três pontos que entregamos de bandeja prá eles no primeiro turno. E nos aproximamos da zona da Libertadores, o que sempre é um belo dum plano B caso o título da América não venha.

A novidade foi Luan no time titular, pela primeira vez no campeonato (até agora ele só tinha jogado nos mistões, com os reservas). Mesmo travado e desembocado fez gol e incomodou muito a defesa do Santos. É reforço. Quero ver ele jogando com Jean Pyerre, quando este se recuperar. Mas nada disso foi o assunto da semana… tivemos o prazer de presenciar um dos grandes funerais da história do estádio do aterro, com a derrota na final da Copa do Brasil. O clima de já ganhou tinha se espalhado desde o clube para sua sucursal, a Imprensa Vermelha Isenta. Só faltava combinar com o Athletico. O anão de voz fina não jogou, o time se desmontou… e aconteceu o crime. Junta-se ao folclore colorado de fiascos em casa, junto com a perda do título nacional para o Bahia em 89, a eliminação para o Olimpia da Libertadores no mesmo ano e a eliminação com goleada para o Juventude em 99. Pode-se contabilizar o fiasco diante do Mazembe, em 2010, pois houve concentração de torcida e telão no Gigantinho. Prometeram e cumpriram: foi uma noite para a história.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

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