LICENÇA-PRÊMIO

“A melhor maneira de combater o mal é procurar progredir com energia na direção do bem. ”
Capitão do time de veteranos do Shandong Luneng

Um dos grandes da bola, no caso a cabeça, do século XIX ensinou que aquele que disputa contra pernas-de-pau deve se cuidar muito para não virar perna-de-pau também.

Ele foi mais longe. Fred Atchim deu o toque que, se o sujeito ficar olhando muito tempo para um perau, o perau começa a olhar para ele também…

Há muitos indícios nesta segunda metade da segunda década do século XXI, que nós, gremistas, devemos levar em conta estas dicas do velho Fred com muita atenção.

Os pernas-de-pau, no nosso caso, são estes habitantes de gramados que se preparam para jogos de futebol assistindo vídeos de MMA e Taekwondo; aqueles profes que ficam às margens do campo sugerindo com sarcasmo que a forma de parar um craque é “aquela que todo mundo sabe”; aqueles que ficam nos camarotes e tribunas de honra(?!) que entendem e difundem que o que importa é a vitória a quaisquer custos, além de vários – entre tantos que tentam ser profissionais de comunicação – rebósteres, especia-liscas de arbitragem, narr-atores e comenta(viga)ristas.

Foi fundamental a revelação e denominação da IVI – Imprensa Vermelha Isenta – pelo RW do Corneta do RW e é admirável a sua luta de resistência, bem como o surgimento de novas frentes como o Hospício Tricolor e o recente Diário Oficial da IVI, por exemplo. Mas é inegável que para exercer esta resistência é preciso enfrentar pernas-de-pau e olhar para o perau.

Como, por outro lado, procurar manter uma posição moderada neste quadro sombrio do futebol do RS é correr o grande risco de se tornar um justino palerma, não restam dúvidas de que só há dois rumos possíveis para um gremista-raiz diante deste quadro: cerrar fileira com a resistência e encarar o perau e os pernas-de-pau ou ficar distante da frente de batalha visando a se fortalecer para poder, algum dia, ir (ou voltar, como é o caso) para o front.

Tem sido uma grande satisfação colaborar, de alguma forma, com a turma criativa, inteligente e talentosa do Hospício Tricolor, bem como com o pertinaz e inquebrantável Engº Ricardo Wortmann nas suas lutas modelares em defesa da história e do presente do Imortal Tricolor.

No entanto, pelo exposto e também pelas razões já descritas em “A flauta e a corneta” e outras mais, é chegada a hora dar licença-prêmio para o personagem Mário Antônio Nogueira, o “Mário Kimáriu, de Tramandaí”, antes que ele vire mais um perna-de-pau ou se incomode com o profundo olhar de volta do perau.

Seguro de que os corajosos e idealistas combatentes citados, estão prevenidos sobre estes perigos da luta, e que os contornarão com suas características alegria, leveza e habilidade – como aquelas de que tem um drible do grande craque gremista dos anos 2000, Luan – me despeço, temporariamente, com muita estima por todos e agradecimento pelo espaço compartilhado e pela acolhida das colaborações.

E, como diria aquele grande filósofo dos anos 80: ¡hasta la vista, babies!

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