FICAR NO “SE, SE, SE” NÃO LEVA A NADA

Tá todo mundo sem paciência com o Grêmio!

Se a gente tivesse ganhado um título importante esse ano, não estaríamos assim.

Chegou a época das orações subordinadas condicionais. O que são? São orações ligadas por uma conjunção a uma oração principal. A conjunção condicional mais comum é o “se”. Exemplo: “Se quiser saber quem sou, olha para o céu azul…”.

Eu detesto essa época “das hipóteses”.

Se tudo tivesse sido diferente esse ano, estaríamos felizes.

Eu estava lendo ontem um tweet sobre a valorização do Furacão Tetê, que só será vendido pelo Shakhtar por mais de 50mi de euros. Alguém comentou: “Se o Tetê tivesse ficado, era o Grêmio quem ganharia os 50 milhões de euros”.

Meu amigo, se… se… se… O “se” permite tudo. O mundo das hipóteses é lindo.

Quer ver? Vamos lá: “Se o Ronaldinho (e seu irmão) não fosse um pilantra, poderia ter nos dado muitos títulos e muita grana”. “Se a ISL não tivesse quebrado o Grêmio, não cairíamos em 2005”. “Se Galatto não tivesse defendido aquele pênalti…”.

O mundo do “se” é muito fácil. Para o torcedor basta achar um erro e jogar o “se” na história.

Se o juiz tivesse dado aquele pênalti em Curitiba na semi da Copa do Brasil… Se o Cebolinha tivesse feito aquele gol de contra-ataque contra o River… Se o Paulo Miranda não tivesse cãimbras… Se o Grêmio tivesse jogado sem André contra o Flamengo…

Tudo poderia ser diferente. Se tivéssemos contratado melhor…. Se o Renato fosse menos teimoso… Se nos preocupássemos mais com o futebol do que com o Superávit (essa é boa)…

Imagina viver sem errar? Imagina uma pessoa que jamais erra? Um clube que acerta tudo?

É importante diagnosticar os problemas, corrigir, mudar a visão, quando necessário. Mas ficar nesse papinho de “se, se, se” não leva a nada.

Pedi uma ajuda pro Volódia com outras orações subordinadas condicionais e olha que beleza:
“Se o mar fervesse, havia peixe cozido que bastava para alimentar o mundo.”
“Se titia tivesse bigode, seria titio.”
“Se não fosse trágico, seria cômico.”
“Se barba impusesse respeito, bode não tinha chifres.”
“Se cavalo tivesse chifre, seria unicórnio.”

É, meu amigo. Só rindo pra aguentar. E SE o Grêmio quiser rir, tem que nos fazer rir. Certo?

Aliás, para o Grêmio eu deixo essa dos Los Hermanos:

“Se a gente já não sabe mais rir um do outro, meu bem, então o que resta é chorar.”

Se fosse o Grêmio, não adiantaria. Abração, Cisco.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

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