EU NÃO AGUENTO MAIS ESSE FLAMENGO

Flamengo, Flamengo, Flamengo.

Eu não aguento mais ouvir falar do tal do Flamengo.

Não vou negar: é um dos maiores times da América dos últimos vários anos. E quando falo time, falo de força de elenco, dos onze titulares, do treinador, do esquema de jogo, da torcida… Um time fortíssimo e milionário que vem dando resultado. Virtual Campeão Brasileiro de 2019. Candidatíssimo a ganhar a Libertadores e quiçá até o Mundial.

Só que eu não aguento mais ouvir falar desses caras.

Ontem teve jogo do Flamengo. Jogão. Flamengo 4×4 Vasco. O Vasco, do Luxa! Socorro…

Dói na alma ver o Vasco, time que perdeu as duas pra nós neste ano (aliás, jogamos os dois jogos com um time bem misto), enfrentando o Flamengo do jeito que enfrentou ontem – “de igual pra igual” – e lembrar que a gente tomou aquela surra na fatídica semifinal do dia vinte e três de outubro de 2019.

A propósito, as duas derrotas nas semifinais (não estou considerando o Gauchão) que jogamos em 2019 foram dolorosas. Cada uma por seu motivo especial, porém ambas muito vergonhosas.

A derrota para o Phuracão em Curitiba foi vergonhosa porque simplesmente não jogamos nada. Tivemos aquele pênalti não dado da cabeçada do Geromel, sim, mas depois disso não jogamos mais nada. Não parecia o Grêmio. Pedimos pra perder.

Já a derrota para o Flamengo no Rio foi vergonhosa porque o segundo tempo foi um legítimo baile. Tomamos 5 em semifinal de Libertadores. Uma derrota que vai demorar para cicatrizar.

A dor dessa derrota permanecerá mesmo que o Grêmio devolva os 5 a 0 ao Flamengo no próximo domingo.

Apesar de tudo, considero que o jogo desse domingo tem um grande valor moral. Jogaremos mais uma vez contra o mais badalado time brasileiro que vi nos últimos tempos. O time que não aguento mais. Jogaremos pela honra.

Vou dizer que uma vitória me basta. Uma goleada me deixaria muito feliz, mas, repito, não vai ser tão cedo que vou me livrar da vergonha daquele vinte e três de outubro.

Semana que vem eu falarei mais sobre vinte e três de outubro.

É o Grêmio e não adianta. Abração, Cisco.

 FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

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