ANÁLISE PARCIAL – SE A IVI PODE EU TAMBÉM POSSO

Salve Nação Azul! Desde minha última aparição, muita coisa rolou nos tapetes, de grama ou não, por esse Brasil afora. Assim, tenho alguns pontos a abordar. E pra ser mais divertido, iniciarei pelo ex-tradicional-rival.

Ah, que noites! A IVI em peso dando o clube do Aterro como campeão da Copa do Brasil. Venceria as duas, porque tem mais “camisa” e decidiria em casa. Tem “tradição”. Ah tá! Tem mais “qualidade”. Sei. Por tudo isso, ganharia as duas e seria campeão. Tudo isso sem combinar com o Athletico.
Ilusionismo barato, tal qual os serviços oferecidos. Aliás, profetizo que não tardará a chegar o dia em que a 10 barões mensais o vivente pagará uma assinatura e levará três. Quando vão entender por que? O resultado foi um Furacão arrastando em 5 minutos pra longe das capitais, mas pra pertinho das lonas e vidraças, os 50 mil que trajavam vermelho e branco. Uma noite com encerramento que misturou gala e várzea, com um gol humilhante, de churrasco, de casados x solteiros, o apogeu de uma das gerações de profissionais mais soberbas e badaladas pela IVI dentro de um clube. Aliás, só pararam de falar “da série B a uma final em dois anos” quando as redes sociais os lembraram do Grêmio de 2007, feito infinitamente maior. Aí, silenciaram. Tal qual a torcida amarga aquela. Ah, esqueci…foi em respeito aos velhinhos do asilo Padre Cacique. Athletico campeão, e de acordo com um famoso narrador aqui da aldeia e suas incansáveis bravatas contra quem fere o ego de seu queridinho, título moral para o SCI, mais do que merecido. Não buscaram as medalhas. Não havia as de campeão moral.

E o Grêmio…ah, o Grêmio! 10 gols feitos e um sofrido em três jogos. Dois deles fora de casa, um desses contra o Santos na Vila, aonde o anfitrião não conhecia derrota há mais de um ano. Metemos logo 3. Podia ser mais. Nem precisou. E essa mudança de patamar tem nome e sobrenome: Diego Tardelli. Talvez nem tanto por ele. Mas ter essa figura no elenco nos proporcionou arquivar de vez um dos piores centroavantes que já figurou em nossa gloriosa História. André não apenas é limitado tecnicamente. Ele não possui senso de posicionamento, não sabe fazer o 2-1, sobe pra cabecear como se fosse um pintor subindo a escada, não protege a bola, e pra piorar o cenário, é descomprometido. A teimosia de Renato nessa figura quase nos levou ao precipício. Nem tão em tempo, mas ainda em tempo, entrou Tardelli. E que diferença não? Precisou de poucos jogos pra vermos um outro Grêmio em campo. E vou me permitir dar a minha visão dos porquês. André, além de nada produzir, proporcionava diversos contra-ataques com suas caneladas toscas, bolas que perdia por cima pro pintor…ops, zagueiro, e pela falta de interesse em buscar a pelota, mesmo em partidas com pouca exigência.
A entrada de Tardelli mudou esse quadro. Parece ter 10 anos a menos que André. Cansa, mas corre, tenta, se interessa, não desiste jamais. Se apresenta pro jogo, e isso confunde a defesa adversária. O total oposto de antes, quando os zagueiros adversários aproveitavam sua presença (ausência?) pra combinar na casa de quem seria o churrasco, você leva a cerveja, eu levo o pão de alho…é só ver que, com essa nova dinâmica, até Capixaba se destacou ao entrar contra o Santos. Se isso fosse um TCC, esse argumento final seria suficiente pra aprovação unânime da banca.

Houve outros fatores associados. A intranquilidade que sua presença impõe aos adversários ajudaram até o recém-chegado David Braz a sentir-se um veterano ao lado de Kannemann, que não só é o melhor zagueiro argentino em atividade (quem vê o “incontestável” Otamendi jogando sabe do que estou falando), como é um dos 5 melhores jogadores do Grêmio atualmente.

Por tudo isso, minha fé no título da Libertadores é muito grande, monumental! Porém, se nada der certo, fica o alento de que há um co-irmão esquentando nossa vaga no G4 ao final da temporada.
Quase esqueci de citar Michel, que foi um fator importante também. Mas tenho certeza que com André no time ele naufragaria juntamente com o restante da barca.
A propósito de barca, não é que o “pulo da barca” pulou de novo numa decisão? Nada de novo. Há um ditado naval que diz:
“Na calmaria todo mundo é valente. Mas é no naufrágio que separamos ligeirinho os peitudos dos covardes”.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

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