Alisson, o atacante que não sabe fazer gols!

Estão nos fazendo sonhar novamente.

Em San Miguel de Tucumán existe uma agremiação que saiu da quinta divisão, ascendeu rapidamente e hoje lidera o Campeonato Argentino. No estádio daquele time, a derrota não existia há seis meses. Libertadores da América 2018, onde eliminaram o pentacampeão Peñarol e o bicampeão Nacional de Medellin. Mas diziam eles que era um adversário fraco. Tentaram deflagrar e desmerecer (outra vez) campanha contra o MAIOR CLUBE DO SUL DO PAÍS, um dos maiores do país e ATUAL DONO DA AMÉRICA. O Atlético conheceu o Grêmio. E a força Tricolor, jogando com uma linda camiseta preta, se fez presente. Pulga? Dedetizamos. A noite foi de Alisson, aquele que outrora era tido como mau finalizador e atacante que não faz gols. Como eram Pedro Rocha e Éverton. Porém, esquecem da mão de Renato ‘Mito’ Portaluppi, o Alex Ferguson dos Pampas. Assim como na fase anterior, com um gol salvador no último minuto, o camiseta 23 fez valer a titularidade recente e mandou na partida. Um golaço, após lindo lançamento de Maicon, com assistência perfeita de Cícero. E depois um passe magistral para o Cebolinha selar o placar. Evidente, há de se valorizar a partidaça de Kannemann (já não é novidade. Ele é o capitão moral na competição, em cima dos ‘hermanos’, peitando arbitragem, segurando os oponentes e ditando nosso ritmo). Leonardo Gomes entrou bem. Marcelo Grohe seguro, até com o pé, dominando bola difícil recuada por Geromel. Estão nos fazendo sonhar novamente. E eu acredito neste grupo.

Não tem nada ganho. Poderíamos ter matado o jogo e feito até cinco. No começo escapamos, é verdade. Depois soltamos nosso futebol e fizemos uma partida com inteligência. Restam noventa minutos no dia dois de outubro. É possível crer na semifinal. Estamos próximos do Tetra. Passo a passo.

São dois anos do ÍDOLO-MOR no comando, nesta terceira passagem. Já afirmei aqui, que deem cargo vitalício, renovem com ele eternamente. Precisamos daquele que NÃO ESTUDA futebol no reservado. O motivador do futevôlei, além da estátua, merece a chave da sala do Romildo Bolzan. Aliás, que presidente. Que gestão. Ainda vejo uns criticando nas Redes Sociais. Aqueles justinos ideológicos politicamente que secam desesperadamente, mais até que os fregueses da Chapecoense. Resta o desprezo a estes.

Perceberam que não citei nada sobre a cozinha? É que hoje tive uma sensação diferente. Nada de louça engordurada. Só que na hora do primeiro gol, lamentavelmente estava abrindo a geladeira para pegar uma água gelada, de costas para a telinha, ouvi o narrador arrastando o grito, me assustei, derrubei a garrafa, estilhacei o vidro e lá fui eu secar o piso, juntar os cacos e me incomodar com as baratas que estavam quietinhas embaixo do armário, mas quase se afogaram com o líquido. Depois disso, me obrigaram a ficar por ali, achando o que fazer longe da telinha. Me chamaram até de pé frio. Contudo, mostro que sou pé muito quente, porque desde que cheguei aqui neste recinto, tenho três títulos conquistados (a Copa do Brasil 2016 ainda vivia livre pelas ruas). Vamos adiante, porque aqui tem vestiário forte, com salário em dia e homens de verdade. Ah! E tem Alisson, aquele que não sabe chutar.

Em tempo, para não deixar passar batido, LAMENTÁVEL e TOTAL REPÚDIO aos torcedores rubros que fizeram chacota sobre a tragédia com o avião da Chapecoense. E pensar que teve CRONISTAS DEFENDENDO o desumano da Arena Condá (além de tantos outros imbecis no Twitter) acerca do episódio.

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.