A REFLEXÃO NECESSÁRIA PARA SAIRMOS DO CICLO VICIOSO

Buenas, gremistada.

Passados os sete dias do desastre no Rio, venho com palavras mais calmas.

Limitar-me-ei a gastar três linhas acerca do desempenho/resultados em campo do Grêmio nesses últimos dois jogos: se tem uma forma de “seguir em frente” depois do sapeca-neném que tomamos do Flamengo é vencendo as partidas. Seis pontos em dois jogos. Boa. Segue o baile.

Agora, o ponto principal: em mais uma bela conversa que tivemos, o amigo Adriel Argentino desabafou ontem sobre um certo sentimento de desânimo com o Grêmio por parte dele. Uma chateação/desânimo/desalento por vivermos uma espécie de ciclo vicioso.

Que ciclo vicioso? O de saber que estaremos na próxima Libertadores e que, por óbvio, será a competição a priorizar em 2020. Assim como a Copa do Brasil. Saber que será mais um ano de Brasileirão sendo disputado “daquele jeito”, poupando, etc. E que ficaremos à mercê de novamente cair no mata-mata em partidas mal pensadas, mal jogadas. Ah, mas venceremos o Gauchão! Que maravilha!

Maravilha? A verdade é que o ciclo do futebol do Grêmio pode não ter acabado, mas precisa de novos ares. Tivemos um belo ano de 2016. Um maravilhoso 2017. Em 2018 ganhamos a Recopa muito no embalo do 2017 fenomenal que tivemos. E a partir disso ganhamos apenas dois campeonatos gaúchos.

Quem lê minhas colunas sabe que não gosto nem um pouco de externar amargura, ou melhor, normalmente tento passar uma mensagem otimista. Só que não há como negar que, mesmo que vencer o estadual seja melhor que não vencer, é pouco para o Grêmio. É pouco para a estrutura que montamos, para os jogadores fora de série que temos no elenco, para a nossa história. É pouco.

Certo, certo. Mas o que fazer? Sinceramente, não me julgo capaz de apontar o que deve ser mudado. Opa, uma coisa sim: precisamos melhorar o departamento médico/fisiológico. Até leigos podem diagnosticar isso. E já foi anunciado que sim, o Grêmio investirá nisso. Já não era sem tempo.

Sobre os “cabeças” do Grêmio, muitos talvez discordem de mim, mas o presidente Romildo ainda me passa muita confiança. Sempre elogiei o presidente e não é agora que vou me aproveitar da situação. Continuo o achando um gestor excelente e confio nas suas decisões.

Ontem, antes da partida contra o Vasco, o presidente Romildo deu uma declaração que causou muita revolta por parte da torcida, mencionando os ‘derrotistas’. Não queria entrar profundamente nesse mérito, mas achei mais uma vez que ele foi bem. Existem sim os que se aproveitam da situação de “caos”. Como o chapéu não me serviu, fiquei tranquilo.

Gosto muito da serenidade do presidente e da imagem que ele passa por não tomar decisões precipitadas ou motivadas pelo calor do momento. Portanto, a fim de fortalecer essa ideia, vou finalizar o texto citando algumas autoridades do conhecimento.

“Decisões figadais geralmente não são recomendadas em situações de crise.” ― Delfos, hóspede do Hospício Tricolor.

Sobre as mudanças que devem acontecer no Grêmio para que não continuemos no tal “ciclo vicioso”, destaco a importância da reflexão.

No episódio “A hesitação é necessária para sair do hábito” do podcast Academia CBN, Mario Sergio Cortella declara que é mais fácil agir quando seguimos uma rota que já conhecemos, mas que é necessária uma ‘pausa mais meditada’ para criar algo inédito. Isso, segundo ele, significa entender que, de vez em quando, a dificuldade se impõe porque ‘se quer comunicar não só o novo, mas também o certo’.

E tem mais:

“Como não falaria eu com dificuldade? Tenho coisas novas a dizer.” ― André Gide.

“É melhor escrever errado a coisa certa do que escrever certo a coisa errada.” ― Patativa do Assaré.

E aí, concordam?

É o Grêmio e não adianta. Abração, Cisco.

Foto: Flickr Grêmio

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