A MULHER DE CÉSAR

Na semana em que o Rio Grande se viu agitado pelas notícias envolvendo o VAR e a escalação do juiz para a final hoje, foi muito eloquente o silêncio de duas figuras de proa da IVI, Diogo Pipoca, o Olivier, que gosta da Rima, e Jabba Ernesto, o Bela Adormecida do Sala, sobre a questão dessa suspeita de sempre. Aliás, esse Corneteiro que lhes escreve com tanta alegria enviou um pequeno e-mail aos dois ínclitos jornalistas perguntando uma coisinha mui simples: qual a opinião deles sobre o espinhoso assunto? Não sabemos se responderão, mas se deve conclamar a toda a massa gremista a enviar-lhes o mesmo questionamento.
E é daí que se vem o título da presente coluna: a seriedade. Dizia o velho adágio romano que “à mulher de César não basta ser honesta, também tem de parecer honesta”. Ah, mas eles não são nem uma coisa, nem outra. E essa atitude isenta em relação à vermelholândia parece o quê? Ao invés de fatos, eles vêm trazendo versões de coisas nada a ver com a realidade, desviando o foco. Diogo Pipoca trouxe à tona, pela enésima vez, a Arena. Nada, absolutamente nada, de anormal aconteceu. Nada de novo em relação ao tema. No entanto, a IVI necessitava desviar o foco das atenções. O que fez? Repristinou notícia velha. Veio com nova crise na Arena, entorno e sua gestão. Expediente velhíssimo nas plagas isentas. Quando não há o que se falar, quando se precisa blindar a coisa colorada quando a coisa começa a ficar feia para os lados do Menino-Deus, inexoravelmente acham alguma coisa a falar (mal) da Arena.
O fiscal da Pipoca foi mais longe: falou do estádio vermelho, do jogo do próximo quarta e da presença de torcedores. Enalteceu as iniciativas da diretoria em relação a jogos passados. Nem uma linha sobre a pergunta-chave: por que não lota o Remendado Phipha? Do nosso lado, não temos essa sorte toda. Podemos ter 41 mil pessoas na nossa casa como domingo passado contra o Goiás, mas sempre haverá alguém a criticar a freqüência de torcedores. Veio mais, o menino de Abu Dhabi. Pipoquinha saiu-se com a historieta das “multas” que o Renato aplicou em jogadores do Grêmio. O que ele quer fazer? Simples: desviar o foco. Ora, pipocas, e sobre a pulada da barca do Garnisé Portenho? Sobre sua possível ausência? Sobre quaisquer “problemas” internos do Benino Binter?

Só no RS a imprensa dá trela a uma fabricada notícia contra um jogador do Grêmio (no caso, o André) e suas festas em casa (e ainda vão à coletiva do pós-jogo açular, tentar criar crise, mas o Renato respondeu muito bem e mostrou o quão cresceu e amadureceu), sem questionar UMA vez que a reclamante e vizinha é esposa de um conhecido “jornalista” anti-Grêmio da nal-nal (sem entrar na seara do que fez ou deixou de fazer o André, jogador que eu critico amiúde). De um prédio tão grande, só a esposa do “cronista” do Café com Vinagre, capitão da IVI, incomodou-se?

Sobre o VAR no jogo da semi-final contra o Atlético, no entanto, nem um pio. E também não piou o Vovô Pedro Salmão. Quiçá por cochilo. Maldade com o provecto ancião colocá-lo no ar após o almoço no sala de babação. Claro que ele iria para os braços do Morfeu. Não o critiquemos por isso. Critiquemo-lo por outro problema: sua isenção. Falou na semana passada que os morangos seriam vitoriosos qualquer fosse o resultado, em uma coluna quintessencialmente maniqueísta, sofismo incontornável, mas, de sério, nem uma vírgula. Ovulou e já deu o título ao inter, mesmo com a derrota em Curitiba. E essa semana foi a mesma coisa. Nada sobre o VAR. Só que a dúvida permanece: por quê?

E antes que nos percamos nos meandros das células cinzentas, por mais escassas que sejam, dos dois isentos membros da confraria da Padre Cacique, necessário que se diga que a linha que a IVI adotou em bloco, ignorando as dúvidas que pairam sobre a arbitragem é, sobretudo, leviana. A CBF, desde que caiu nos braços de MultisonidoBoy, tem adotado umas atitudes estranhas. O VAR ganhou nova definição: Vamos Ajeitar o Resultado. Tudo uma sorte e uma coincidência de fazer corar capincho. Ora, o saci do Noveletto cresceu a outra perna! Sim, porque há de ter sorte assim lá na casa do Presidente Conselheiro Isento. Os sorteios todos e eles sempre conseguem o segundo jogo em casa. No creo en brujas, pero que las hay, las hay!

Ignorar solenemente a regra e distorcer é o pão cotidiano da turma isenta. Ninguém falou sobre o conteúdo do áudio do VAR, ninguém achou estranho abaixo do Mampituba a escolha de um tão polêmico árbitro (que ignorou o aviso do VAR de que fora pênalti) para a final. Agem como se tudo estivesse bom e limpo nessa final que se avizinha. E vamos mais longe. A imprensa vermelha não quer elucidar a questão, quer defender o inter, fazendo o papel da melhor assessoria de imprensa abaixo do Mampituba. É a arte alvissareira da distorção, característica-mor da IVI. Eu não vejo qualquer incoerência na IVI. É porque é a IVI, sendo que eles só não distorcem e mentem quando não estão respirando. Do contrário, não há que se espantar: vão distorcer. E acham que está tudo bem. Não vimos UM jornalista, um único, falar contra essa excrescência. Não. Estão preocupados é com a verdade. Que ela apareça. Hoje veremos o que acontecerá no Remendo pertencente à Brio e à AG. Veremos a operação despudorada, a falácia noveletiana em atividade, o Vamos Ajudar os Rubros e o Vamos Ajeitar o Resultado. Podem escrever aí: o Atlético vai jogar contra o binter, contra o VAR, contra a CBF e contra o seu próprio técnico colorado que já jogou a toalha e NINGUÉM da imprensa gaúcha minimamente se questionou sobre isso. O dever de um profissional do jornalismo não seria questionar, indagar, procurar as causas e apontar o que estivesse fora da curva? Não no RS. Estão preocupados em tecer loas e cantar vitória antes do tempo, não só para o binter, mas, igualmente, para o adversário do Grêmio na Libertadores. Veremos hoje o que acontecerá. Garantimos, porém, que não nos decepcionaremos. O cheiro de enxofre já está fortíssimo.

Enfim, meus amigos, a coisa toda resume-se a isso: mais uma semana se passou e, no Rio Grande, segue tudo como dantes no quartel de Abrantes. Estamos ansiosos pelos próximos capítulos. Uma coisa é certa: no caso da IVI, não há mulher de césar que pareça ou seja honesta. Há, na melhor das hipóteses, meretriz rampeira que vive de engôdos e empulhação.

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