116 ANOS – PARABÉNS IMORTAL, AMOR DESDE A INFÂNCIA!

Quando criança fui escolhido por um clube. Ele perdera injustamente um Mundial de Clubes pra seleção Holandesa reforçada pelo craque finlandês Jari Litmanen. Minha primeira crise de choro como gremista. A primeira a gente nunca esquece né?

No ano seguinte, ainda criança, senti com mais ímpeto que esse clube havia me escolhido. Em uma jornada atípica, em que recebi férias forçadas na casa de meus tios (cuja televisão possuía a sintonia da Cascata do Caracol durante uma tempestade), comemorei feito louco o título Brasileiro sobre a então poderosa Portuguesa, de Alex Alves, Zé Roberto, Rodrigo Fabri e afins. Não satisfeito, ampliei meu Gremismo no ano seguinte, com a volta Olímpica num Maracanã com mais de 95 mil pessoas, contra um Flamengo liderado por Romário e Sávio. Era o Tri da Copa do Brasil, competição que inclusive somos detentores do pioneirismo. Ainda viria aquele Grêmio que calou um Morumbi lotado, 3×1 contra o Corinthians, o famoso dia do “Grita Galvão…é Tetra!”. Mais uma volta Olímpica fora de casa, mais um templo do futebol em silêncio, rendido ao Imortal.

Só que o Gremismo ainda não era aquele que necessita um Gremista. Precisava de um algo mais. Ele poderia ter vindo naquela eliminação miseravelmente furtada pelo senhor Daniel Giménez na Libertadores de 2002, contra o Olímpia. Uma desclassificação que dois anos depois nos custaria a penumbra da série B. Quem sabe as tardes ensolaradas de sábado em que encarei horas de congestionamentos, só pra ver meu Imortal jogar em busca da volta ao seu lugar. Não sei. Essa situação precisava acontecer. Eu tinha sede de aflorar ainda mais esse inexplicável sentimento.

E veio a Batalha dos Aflitos…os 7 em campo fora de casa, dois pênaltis injustamente marcados contra, Galatto milagreiro (talvez pelo santo Milagrohe estar no banco guiando seu voo rumo àquela bola), o gol de Anderson e a única vitória que resultou em título com 7 homens em campo desde que o futebol chegou em terras tupiniquins.

O limite jamais existiu. Chegar a mais uma final de taça importante (o ruralito com gol de nuca do Pedro Junior contra os “diamantes” não conta).
Um Boca que teve um gol absurdamente irregular validado contra um Grêmio que dominava a partida na Bombonera. A volta? Meu Gremismo, então na quase plenitude, acreditou. Meu regresso pra casa pela ciclovia da cidade, já no breu da madrugada, cantando o hino do clube, uma cena que jamais esquecerei.

Entre glórias e desilusões, voltaram os títulos, as carreatas, os fogos, com a marca da dobradinha Renato -Romildo. Mas mesmo nos piores momentos, o Grêmio jamais saiu de mim, e eu tampouco o abandonei. Porque o Grêmio não é só um clube de futebol, não se resume a uma instituição. O Grêmio é alma, é sangue, é a vida além da minha vida, é o eterno chorar de alegria e às vezes sorrir com raiva reprimida. Só tu Grêmio, és capaz disso.

PARABÉNS GRÊMIO pelos teus 116 anos, e muito obrigado pelos 24 anos de glórias, alegrias, choro, murros de felicidade e de raiva. Obrigado por cada amanhecer com olheiras afundadas, no triunfo ou na desilusão. E acima de tudo, obrigado por ter me escolhido como um dos teus milhões de seguidores. E sempre que me indagarem “o que você ganha com esse fanatismo todo?”, minha sublime resposta será sempre a mesma: “amigo, o que o Grêmio me proporciona não tem preço!”

Feliz Aniversário Imortal Tricolor!
116 anos de Glórias!

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