Um Louco In Loco – A semifinal e o batismo de Téo

Obrigado, Everton!

Rafael Forace – Twitter: @foragi

Dia 4 – Semifinal

Parti para Al Ain em um dos ônibus da Geral. E eu me emociono muito com histórias de torcedores. Me emotiva mesmo, a ponto de dar um nó na garganta. Um dos torcedores que foi conosco me disse que é natural de Manaus e mora na Polônia! Pensem: como pode??

Outro passageiro do ônibus era o Téo, de um ano e dois meses. Sim, isso mesmo. Filho do Tomás de Porto Alegre. Veio com os pais para cá. Que batizado de gremismo desse piá!

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Téo está na Final – Foto by Rafael Forace

Na entrada do estádio, muitos gremistas. Já dentro, enquanto a preliminar entre marroquinos e japoneses acontecia, um torcedor do Marrocos rezava na área reservada para isso na área de circulação da arquibancada. Creio que estava clamando por uma virada de seu time que já estava perdendo.

Sobre o jogo do Grêmio, ainda estou tentando assimilar as sensações de ontem. Mundial de Clubes, adrenalina a “mil grau” e nem era possível beber alguma coisa para aliviar a tensão. O jogo encardido como era de se esperar. Mas o mais contraditório de tudo é tu estares num jogo de tamanha importância, com a cancha vazia de gente. Sim, a nossa torcida era 95% das pessoas do estádio. Mas o ambiente não era o de uma semi de Mundial. É como estar excitado numa igreja, se é que me entendem. E isso, aumenta tua tensão, tu fica sem um referencial nesta situação. Era preferível que todo o restante do estádio fosse do adversário do que vazio.

Foto by Rafael Forace
Foto by Rafael Forace

Renato, mais uma vez predestinado, colocou o autor do gol no segundo tempo. Que gol!! O coração que quase parou na cabeçada do Pachuca que raspou na trave, explodiu de emoção ao comemorar o gol mais distante de casa que presenciei. Estava bem atrás do gol. Jamais apagará da minha memória o que vi ali. Do drible aos cordéis, eu vi aquele lance por um ângulo só meu, que nenhuma televisão capturou. Eu vou morrer com essa lembrança mesmo que eu tenha Alzheimer. Everton estará tatuado para sempre na memória de nove milhões de tricolores. Obrigado, Everton!

Obrigado, Renato!
Obrigado, Cortez!
Obrigado, Geromel!
Gracias, Kannemann!
Obrigado, Grohe!

Obrigado a todos!!!

Agora é esperar o nosso adversário, sempre lembrando que existe favoritismo, mas não existe jogo jogado.

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