Tarciso

Tudo era festa terça feira passada… aniversário de um ano do projeto Hospício (site + rádio + podcasts), classificação direta do Grêmio na Libertadores (algo que chegou a sair dos nossos planos, depois do empate com o Vitória)… fui dormir felicíssimo. A paulada veio na quarta, quando me acordei… Tarciso tinha ido para o andar superior…

Mas quem é Tarciso, perguntarão os mais novos… um dos melhores atacantes que já jogaram no Grêmio, ‘só’ isso. Um dos meus primeiros ídolos do time, ao lado de Éder. Um atacante moderno, que chegou ao Grêmio para ser centroavante, e jogou igualmente bem nessa posição e como ponteiro. Ele não era nem um centroavante fincado nem um ponteiro que ficava só pelo lado do campo brigando com o lateral, como descrevia Luís Fernando Veríssimo. Ficou no time inacreditáveis 14 anos, sendo o recordista de jogos no clube e seu vice artilheiro, ao lado de Alcindo, o Bugre Chucro. Teve vigor para aguentar as cornetadas da torcida do Grêmio, por ter chegado aqui no meio da seca de títulos dos anos 70. E não foi embora sem estar envolvido em vários dos nossos títulos mais importantes: a reconquista do Sul em 1977, o primeiro campeonato Brasileiro, em 1981, a primeira Libertadores, em 1983, e o Mundial.

Tarciso estava no primeiro jogo que eu vi do Grêmio, no Olímpico, a surra de 10 a 0 que demos no Pelotas em 1977. Foi ficando até 1986, quando encerrou seu ciclo vitorioso por aqui. Depois se estabeleceu por Porto Alegre, aonde era facilmente avistado perto do Olímpico (depois na Arena) e em eventos ligados ao clube. Teve uma paciência de santo comigo em várias vezes que o encontrei. Como todo chato pedi abraço, fiquei falando de como ele era um de meus ídolos, um dos motivos que me levaram a torcer pelo Grêmio, e ele ali, paciente, como se estivesse ouvindo esses elogios/puxações de saco pela primeira vez. Deve ter ouvido isso um milhão de vezes, e ainda reagia como se fosse uma novidade prá ele. Comportamento de ídolo mesmo.

Como eu sempre digo nessas ocasiões, Ars Longa, Vita Brevis. O homem vai, o ídolo é eterno. Obrigado por tudo Tarciso.

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