SONHO DE SONHADOR

Essa noite eu tive um sonho de sonhador…maluco que sou eu sonhei…não, não foi com o dia em que a Terra parou. Foi com o dia em que a Terra voltou à sua órbita.
Não sei precisar o horário. Foi entre a noite e a madrugada, isso eu garanto. Estava eu, à beira do alambrado do setor sul. Sentado tranquilamente em minha cadeira, observava o Grêmio naquele mar de rosas, vencendo ao natural por 2×0, naquela agradável tarde de outubro, na aprazível primavera de 2019. O adversário era do primeiro escalão do país. Entramos com Paulo Victor; Galhardo, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheusinho, Maicon, Montoya, Jean Pyerre, Éverton e Tardelli.
Cortez foi titular porque Renato entendeu que Capixaba não é jogador de futebol, e Romildo infelizmente não trouxe um bom lateral a tempo, embora os burros como eu alertassem desde fevereiro.
O esquema foi mudado. Não é tripé de volantes, porém. Isso é coisa de time “balão pro centroavante enquanto enfrentamos pequenos e a IVI enche nossa bola”. É um meio-campo marcador, compacto e movediço, com jogadores técnicos, e que ao mesmo tempo libera o craque do time pra jogar. Éverton faz os lados, flutua, não fica fincado naquela maldita ponta-esquerda saracoteando contra 5 ou 6 marcadores. E Tardelli faz contra grandes o que os vermelhos cobriam de louros o que seu 79 fazia contra medianos, pequenos e inexistentes em maio do corrente ano. E que evidentemente, conforme a competitividade aumentou, voltou à rotina de “remédios” típicos da idade.
Renato admitiu que foi teimoso, Romildo trouxe os reforços que tinha bala pra trazer (à exceção do lateral esquerdo), e tudo voltou ao normal no RS.
Saí da Arena com voz, coisa quase incomum. Nem precisei descascar a arbitragem, apesar dos erros típicos. Foi natural, como permite o elenco.
Após o jogo, Romildo anunciou finalmente o lateral esquerdo pro restante da temporada (ufa!) e pra completar meu dia perfeito, o sistema de som anuncia o gol de André, por seu novo clube, contra o inter, aos 47 do segundo tempo. 1×0. Comprei mais uma cerveja na saída, parei em frente à estátua do Renato e bradei: “Tá vendo? Tudo o que te xinguei sempre foi pro teu bem.”
Desci a rampa feliz, cantando e bebendo… até minha prenda me acordar com um beijo de “bom dia”.
Sim, foi apenas um sonho de sonhador. Maluco que sou, eu sonhei….

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