Roger, o antecessor! Renato, o sucessor! A grande diferença…

Dois grandes nomes da construção de conquistas do Tricolor, entretanto, incomparáveis

Roger Machado, na época que era apenas Roger, foi um dos melhores laterais-esquerdos que passaram na história do Grêmio. Marcou seu nome nos anos 90 e começo dos 2000 naquele setor, com títulos, entrega, raça, bom cruzamento, poucos gols, é verdade, mas acima de tudo obediência taticamente, com virtudes grandiosas para chegar à Seleção Brasileira, mesmo tendo somente uma convocação, em 2001, para amistoso, a meu ver, de forma injusta.

Renato Portaluppi, dispensa apresentações. Na época já era Renato Portaluppi, só Renato, talvez agregando o Gaúcho quando saiu do Rio Grande do Sul, não interessa. Renato sempre foi ‘Mito’ dentro de campo, também injustiçado na Seleção, mas isso é para outro texto.

Dois grandes nomes da construção de conquistas do Tricolor, entretanto, incomparáveis, seja por posição em campo, seja por idolatria, por época de atuação e conduta. Ambos merecem total respeito, cada um com sua proporcionalidade.

Foi de Roger o gol do primeiro título profissional do treinador Renato Portaluppi, naquela Copa do Brasil de 2007, quando o Fluminense venceu o Figueirense. Confesso que torci muito por ambos, pela ligação com nosso Grêmio. O tempo passou, quase uma década depois desse período juntos, veio uma troca no comando técnico do Grêmio. Saía Roger Machado e entrava Renato Portaluppi.

Catedráticos de plantão detonaram pela postura “arrogante” do campeão mundial de 1983. Ao dizer que não precisava estudar, nem ir para o exterior tirar foto com europeus para saber de futebol. Muitos afirmavam que estava denegrindo a profissão, ironizando colegas que optam por tal situação e deixando a humildade de lado para se gabar. Ao mesmo tempo afirmava que assistia tudo que era jogo possível, da Série D até a Champions League. Compreendia o sistema tático das equipes, analisava os jogos e conhecia os atletas. Enquanto isso, Roger Machado havia se formado na Universidade (e isso é mérito também, sem dúvidas). Nas coletivas (até hoje) fala termos que mais da metade dos receptores não compreendem, usando o formal (quase um juridiquês no meio futebolístico) para explicar o ‘facão’, a ‘transição rápida’, o esquema tático, etc.

Mas a grande diferença está, além das taças levantadas nos últimos 18 meses, em relação ao craque Cristiano Ronaldo. E não cito a frase de Renato Portaluppi de que jogou mais que o português (porque sabemos que sim). Todavia, no golaço marcado de bicicleta diante de um dos maiores goleiros da história do futebol, Buffon. Roger Machado, em entrevista coletiva após o jogo do Palmeiras pela Libertadores da América, esnobou tal ato com a seguinte resposta:

“Não há cabeça, nem corpo que aguenta permanecer 24h ligado no futebol. Eu não vejo jogo, nem sabia que tinha partida da Champions League essa semana e vi o gol do Cristiano só depois que me mandaram uma dúzia de vídeos dele”.

Já Renato Portaluppi, que não “estuda”, mas vê partidas diversas, parabenizou o lusitano e encerrou sua palestra antes do jogo diante do Monagas com um vídeo para seus atletas. Veja abaixo.

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.