Pênaltis?! Morri, mas passo bem

Me proibiram de ir ao jogo.

Fui cerceado pelo Cavalcante de deixar a cozinha porque não era meu dia de folga. Como as janelas são gradeadas, não pude fugir por uma delas. Assisti pela televisão aquela de tubo, com uma terrível narração e imagem sem qualidade. Em dado momento, com o coração a 230 bpm (quem não sabe o que é a sigla procura no Google ou pergunta para a Dra. Rosalinda) deixei de assistir. Havia uma panela, uma assadeira, treze pratos, 26 talheres e nove copos. Sim, outros quatro se quebraram ao longo do jogo. Nervosismo? Capaz. Quase nada. Apenas Grêmio.

Quando não é na técnica do melhor futebol do país, vai naquela velha raça dos anos 90 que alguns ainda sentem falta. E que entrega. No penúltimo minuto o gol para dar ainda mais sofrimento. Não bastassem 180 minutos atrás do escore, Alisson nos levou aos pênaltis (e cavou lugar dentre os titulares). Uma coisa é certa. Alguns gremistas hoje infartaram, principalmente pelas CAG*DAS do Jailson e gols perdidos à vera, mas sem dúvidas MUITOS secadores não acordarão quarta-feira. PUT* QUE PARIU, para que tanta imortalidade?!

Amassamos o Estudiantes, aquele que falam ser o pior da década, porém semana passada fez 2 a 0 no Boca Juniors tido como favorito esse ano à Copa. Eles jogaram como pequenos, aliás, igual outros tantos na Arena. Com dois ônibus na frente da área, explorando uma bola. Eram 50 mil torcedores numa noite gelada de dia da semana, não domingo de manhã ensolarado com ingresso promocional. E não seria legal voltarem para casa tristes. Somos Grêmio. Somos competitivos. Confesso que não consegui assistir as cobranças do Everton, do Jael e do Alisson. Quando o André pegou a bola, também dei as costas, A-PA-VO-RA-DO, entretanto, resolvi ser homem, como minha mãe não foi, virei para a TV e só vi a bola entrando. Cinco cobranças perfeitas, 100% de aproveitamento, um para cada perdido no Brasileirão (com bônus para o próximo ainda). Sofremos, gritamos, peleamos, lutamos e não nos entregamos, porque isso não está no dicionário azul, preto e branco.

Antes que eu me esqueça, para finalizar estes mal fadados escritos, não adiantou o CUERNITO visitar La Brujita e cambiar camisas. Muito menos o Brujo Valdez, que já é considerado pé quente para nós, afinal em duas decisões da marca da cal esse ano contra os argentinos, uma em cada goleira, ganhamos, sem contar, lógico, o Lanús que ele também fez um “trabalho forte”. Pode até pedir música com o Paulo Egídio. Sugerimos o sucesso Guampanobêra. Portanto, CHUPA TODO MUNDO que torce contra, porque aqui é Grêmio. Respeita, PORRA!!

Obrigado, Renato “Mito” Portaluppi. Faltam seis jogos para o Tetra. E um abraço especial ao MONSTRO Kannemann, o melhor nos 180 minutos, melhor zagueiro nascido naquele país desde Ruggeri. Enfim, Morri, mas passo bem!

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro

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