Pega ela peru…

Quando Tiago Galhardo abriu o placar na Arena, logo no início, um filme repetido começou a passar para mim. Estávamos sendo de novo o time que entra distraído, de novo éramos  o Robin Hood do campeonato, perdendo (em casa, ainda por cima) para um time que briga para não ser rebaixado. Claro que lembrei do jogo do Sport. Se os caras já disseram no vestiário que o empate tava bom demais agora mesmo que não passam do meio campo. Vai ser mais um domingo frustrante, pensei…

Para não ajudar nosso querido Renato insistiu num time lento, com Maicon e Cícero no meio. Os dois deixam o time travado. E a gente olhando Matheusinho e Jean Pyerre, que resolveram uma semana antes, no banco… menos mal que em menos de dez minutos Léo Moura, com idade para ser pai de metade do time, cruzou na cabeça do Cruel e empatou. Metade da tarefa pronta, mas ‘ainda’ tem mais um gol prá tirar.  O que não ia ser tarefa fácil.

Acaba o primeiro tempo, começa o segundo… e nada… entram Jean Pyerre, Matheusinho (como nos acostumamos a chamá-lo na base) e Marinho. Logo esse último perde um gol feito. Dominamos o jogo, mas o Vasco deixa todo mundo na frente da área, travando o jogo, lembrando muito o que os times do interior fazem no Gauchão. O juiz dá sete minutos de desconto, mas se o jogo seguir assim pode jogar até amanhã de manhã que não sai gol. Que sina, não saber furar retrancas…

Até que… Matheusinho faz o que todo jogador desesperado faz, chuta de fora da área, meio lotericamente, torcendo para a bola desviar em alguém e entrar. Não desvia, nem vai muito forte. Tudo se encaminha para uma defesa fácil do goleiro uruguaio Martin Silva, até que o imponderável acontece. A bola bate na mão do goleiro, sobe um pouco mais e entra. Gol. Aos 50 do segundo tempo. O tipo de vitória que o torcedor adora.

Foi uma vitória merecida? Foi. Jogamos muito mais, ficamos boa parte do jogo rodando a bola ao redor do gol adversário. O gol que insistia em não sair. Renato fez questão de complicar, optando por um time mais experiente, quando devia ter começado com os meninos, que estão loucos para mostrar serviço. Se ele não fosse quem é, nosso maior ídolo dentro de campo, e não tivesse o crédito que tem, depois de ter recomeçado a ganhar títulos e ter remontado o time várias vezes desde que assumiu o time, estaríamos furiosos com ele. Mas não estamos. O que não nos impede de resingar com essas teimosias dele.

Agora estamos no G4, em condições de ganhar a tão sonhada vaga direta para a Libertadores. Vai ser uma espécie de consolo pelo título que não veio? Pois é… como diz a letra daquele samba mesmo? Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima…

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