PAUSA FORÇADA, TORCIDA DOBRADA: o que podemos aprender com a copa

Podemos, sim, aprender com as partidas.

Com essa pausa forcada para a Copa do Mundo, diminuem as notícias o sobre o Grêmio, mas aumentam as especulações em geral e invenções da IVI em particular. Com efeito, a torcida da IVI é por notícias ruins a que eles possam tentar colar o nome do Grêmio. Como eles não têm qualquer competência de qualquer natureza, não podem usar a copa como fonte para matérias porque não sabem interpretar o que vêem e, na verdade, não querem aprender, mas, sim, estão por aí apenas para obedecer àqueles que lhes proporcionam o estipêndio vermelho. Só que nós, pessoas de bem, podemos, sim, aprender com as partidas, ver os belos duelos e as esgrimas táticas entre técnicos de verdade (o que é raro vermos no RS, já que Renato é técnico vitorioso, mas do outro lado…).

Estamos aqui tristes porque Douglas Costa lesionou-se e não poderá participar da próxima partida contra a Sérvia. Claro que ele foi decisivo contra a Costa Rica e era candidato natural à titularidade, mas nada disso será levado em conta pela IVI que mal pode disfarçar sua alegria, eis que agora quer forçar a mão e fazer crer que com Taison Fumaça a seleção irá a algum lugar que não a larica. E essa torcida descarada é mais uma prova de que eles não estão compromissados com a verdade. Eles apenas seguem uma agenda à risca, nada de conhecimento, nada de estratégico, nada de aproveitável, portanto.

Tomemos como exemplo as partidas de sábado. México e Coréia do Sul, Alemanha e Suécia e, por fim, a que abriu o dia, Bélgica e Tunísia.

Conforme disséramos no Sala de Internação há uns dias, a Bélgica foi a surpresa positiva até aqui. Com um claro veio ofensivo, a seleção daquele país não tem nenhum nome que as pessoas dêem como de “primeira grandeza”, mas são habilidosos e, principalmente, não sofrem qualquer grande complexo de estrelas. Vamos mais longe: são jogadores que treinam fundamentos, são disciplinados e identificam-se com o torcedor belga, sendo o amálgama de uma Bélgica plural, tendo jogadores Valões, Flamengos e oriundos da imigração. Com toque de bola envolvente e veloz, seus jogadores olham para frente, não para baixo, o que ajuda nos passes corretos, já que, ao olharem para frente, ganham segundos preciosos de raciocínio e velocidade. Não é exagero! Basta prestarem atenção nos jogos. Claro que virá alguém a dizer que a Bélgica enfrentou adversários mais fracos e a verdadeira copa para ela só começará com o jogo contra a Inglaterra, mas a realidade é que a agilidade do meio de campo funcionará ainda melhor com times também ofensivos, mais abertos. A lição que nos fica é que não podem existir peças intocáveis na equipe, bem como se deve levar em conta que os treinos intensos de fundamentos dão resultado e são mais que necessários. Igualmente, que uma estratégia ofensiva só funciona com uma zaga forte e uma marcação intensa.
Passando ao jogo do México, o qual comentaremos brevemente, fica patente que a equipe pôs-se a deitar nas glórias da sua vitória contra a Alemanha e subestimou o adversário. A insegurança dos coreanos foi o maior aliado mexicano (e ainda se considere o erro cometido do penal não marcado – e olhem que torcíamos pelos astecas). O sentido de organização dos mexicanos levou ao segundo gol e o gol coreano saiu em uma jogada que poucos acreditariam dar certo. A lição? Primeiramente, subestimar o adversário pode ser perigoso demais e, segundo, acreditar e ousar, como fez o jogador coreano, pode dar bons frutos. Chutar em gol é sempre importante, principalmente em uma época em que vemos jogadores hesitando demais, com medo de concluírem jogadas, preferindo passes para o lado ou para trás.

E o ponto alto do sábado: Alemanha e Suécia. A Suécia foi derrotada por seu acadelamento e apatia, por sua mesquinhez em querer segurar um empate e porque abdicou da vitória, parou de atacar. A Alemanha amassou durante o primeiro tempo, essa é a realidade. O gol sueco foi fruto de inteligência estratégica aproveitando-se da momentânea desorganização do time germânico por causa do incidente com Rudy. Noves fora a grotesca ocasião do pênalti em favor da Suécia não marcado, mesmo com o VAR (para que servirá, então?), o gol alemão logo no começo da segunda etapa foi decisivo para dar-lhes mais ânimo e a Suécia acadelou-se logo, infelizmente. Viu-se envolvida rapidamente e, mesmo com a expulsão do jogador alemão, não os conseguiu parar. O segundo gol alemão foi extremamente telegrafado. Todos que assistíamos vimos que a bola seria rolada e chutada daquela forma, mas pegou a zaga de surpresa e pagaram porque abdicaram do jogo. Qual a lição? Primeiro, que o Sinpof, de agradar-se com um mero empate, é o vestíbulo da derrota. Essa história de jogar por uma bola, de usar o regulamento e outras estultices tão amadas pela IVI, são estratégias covardes que levam inexoravelmente ao fracasso. Segundo, contar com um empate já pensando nos próximos jogos é subestimar o adversário, o que é fatal com um oponente forte. Terceiro, não se pode nunca deixar de atacar e usar uma tática ofensiva. Em outras palavras, não se pode temer arriscar. Não se pode ter medo do tudo ou nada! Por fim, tiramos como lição que não há resultado certo em uma partida em que se enfrentam camisas com tradição. Não é lugar comum: camisas têm peso. E quando por trás delas há jogadores excepcionais e bom treinadores…
Em suma, a copa é uma fonte inesgotável para quem aprecia o bom futebol, dentro e fora de campo! Lições que podemos usar no nosso Grêmio!

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