PARA MATAR SAUDADES DA ARENA

Dia de jogo do Grêmio é diferente no Hospício. No primeiro jogo de volta a Arena no ano então… As luzes estavam diferentes, com brilho diferente. O ambiente, a Dra. Rosalinda e a Enfermeira Leona redobram os trabalhos pela excitação e foram buscar reforço com a Phelipa Vizinha, pois estava ficando difícil administrar os internos.

Foi um longo período de abstinência, de ausência de jogos na nossa casa. Já estava com uma baita saudade da Arena em dias de jogos, do clima no entorno, do alento, do assado, da cerveja com os amigos, do bate papo e flautas. O gramado está um espetáculo, pensei que havia sido resolvido que o Grêmio não marcaria mais jogos treino para não estragar o gramado para a hora que o bicho pegar . Mas o foi o que pareceu, um treino, tamanha diferença entre os dois times. O Grêmio realinha sua estratégia mostrando tirar lições do ano passado: faremos um pré-temporada alongada e completa, essencial para o time manter a intensidade física e evitar lesões num ano puxado como será 2019, a montagem de um time “Alternativo” como chamou o Renatão, composto pelos meninos da transição agregados de reforços do grupo principal (como fora o Banguzinho na década de 90), um trabalho de recuperação dos nossos principais jogadores, somados a contratações pontuais que fortalecem o grupo.

Em 2016, tínhamos um bom time titular, ponto.

2017, o time titular era muito bom, excelente até, com alguns reservas muito bons e várias carências.

2018, o time titular se manteve muito bom, apesar de termos envelhecido o grupo e o time reserva deixava a desejar. Alguns valores da base despontaram, mas sucumbiram junto ao time de transição no Gauchão.

2019 mantivemos a base desde 2015 (única perda foi o Grohe), a gurizada está pedindo passagem (reforços que buscávamos podem já estar aí no grupo, JP, Matheusinho, Pepê, o Tetê…), agregamos reforços de qualidade (Vizeu, Montoya…) e realinhamos a estratégia de preparação e uso do grupo disponível com gritantes resultados. Se o resultado obtido não é o esperado, precisamos flexibilizar nossas ações. E aí reside o mérito da comissão técnica ao avaliar e pensar o ano de 2019.

Muito bom ver o Maicon, que tatuou a braçadeira de capitão no braço, recuperado e voando em campo. É de outra estirpe de volantes, de qualidade, visão de jogo, acerto de passes, cadência, preenchimento de espaços (sem precisar sujar o calção), cabeça erguida e um passe de ruptura excelente. Muito bom ver o Luan jogar sem o sofrimento das dores da fascite plantar. Solto e disposto a recuperar seu posto de Rei da América. Marinho interessado, e agora com orientação tática, em apagar a ruim imagem deixada pelo desastroso vídeo nas férias. Provamos que os três melhores zagueiros do Sul do país são Gremistas – Geromel, Kanneman e Paulo Miranda (nesta ordem). Que a manutenção de uma base vencedora, espinha dorsal e comissão técnica, trazem importantes resultados à equipe, vimos a manutenção de uma estrutura de jogo, posse, passes, variações táticas que me deram segurança de que o Grêmio dos melhores tempos e jogos mantem sua essência. Isto que ainda temos jogadores por estrear e foi só o primeiro jogo dos titulares no ano.

Escutei o Recolhendo os Trapos, já é praxe, não consigo ouvir outra coisa após acompanhar nossos jogos na Grêmio Rádio, com Oliveski, Fatturi, Mestre Rolla, Marcio Neves, Jessica e todos da equipe que faz um trabalho espetacular de Gremista para Gremista. Cheguei no Hospício, cumprimentei o Cavalcante, a turma já havia se dissipado, passei na cozinha, não encontrei o Gui Zado e passei a mão numa cerveja gelada para fechar a noite. Estava quente. Mas eu estava de alma lavada por ver o Grêmio, matar saudade do time e da nossa casa.

Ah e o Renato hein? Como motiva este time.

Saudações tricolores

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