OS VELHOS ESTÁDIOS

Sou costumaz saudosista. Algo sintomático: o saudosista é chato aos olhos (e ouvidos) de quem o lê, ouve, atura…e é uma boa companhia a quem viveu aquele passado lindo, um tempo que por vezes é largado ao léu, e se torna uma cena amarelada no filme de uma vida.
Em meu caso, prefiro ser eu mesmo: o saudosista, sem mais!
Vivemos tempos de glórias do nosso Imortal Tricolor. Pelas mãos de Renato, Romildo, Ico Roman, pelos pés de PR32, Éverton, Luan, Doga 10, pela raça do incansável Kão, pelo talento inigualável de Geromito…por um Arthur nível Barcelona e por um trabalho sem precedentes de um Renato Portaluppi monstruoso, um General multiestrelas que nos devolveu a confiança, a alegria de vencer, a supremacia no país e na América, e por fim, a idolatria master. O mundo conhece Renato e respeita ainda mais o Grêmio após os últimos anos em que o mundo voltou à órbita.
Mas confesso, sinto saudades dos jogos nos velhos estádios…sinto saudades do Velho Casarão…e não só dele.
O Flu e as Laranjeiras…o Vasco, que nem sempre joga em São Januário…o Palestra Itália do Palmeiras, o antigo Maracanã de 200 mil lugares do Flamengo…imaginem a atmosfera senhores!!
Dói minha alma ver o Santos jogando no Pacaembu ao invés da Vila Belmiro, com seus outrora famigerados torcedores espremidos, embasbacados por estarem a alguns metros de distância de jogadores que ganharam o mundo, como Pelé, Pepe, Coutinho, Serginho Chulapa, Dorval, Clodoaldo, Edu…até o estádio do aterro antes de ser remendado poderia entrar no top 500 (não mais que isso, mas vale).
Por onde jogou o Botafogo nos primórdios? Poucos lembram…os Aflitos e o Arruda deram lugar à Arena Pernambuco na preferência dos nordestinos, assim como a Arena Fonte Nova, um dos “legados da Copa” que tirou o charme de um estádio que remetia à alegria do povo baiano, nada comparado ao insosso Barradão, por exemplo. Estádios como o Canindé e o Anacleto Campanella, esquecidos pela incompetência de seus representantes.
Não voltarei muito mais no tempo pra não lacrimejar…me limitarei ao que vi e vivi desde minha infância, ao vivo ou em vídeos surrados.
Quase tudo virou saudade…a maior e mais linda parte de tudo isso ficou registrado em algumas fitas VHS. Só isso.
E em lágrimas finalizo: A Arena é linda, maravilhosa, quase monumental! Mas não tem, e dificilmente terá a magia do Velho Casarão da Azenha. Ainda bem que a torcidaTricolor, como sempre, abraçou a causa!
Um alento pra quem ainda não consegue se sentir em casa…tipo eu!
Saudosista chato, que chora quando revê vídeos dos velhos estádios, em especial do eterno Olímpico de Guerra, e que não se conforma ao ver esses patrimônios largados ao nada como se fossem vira-latas bastardos.
É apenas um desabafo…a modernidade trouxe as “Arenas”, bonitas e modernas. Comodidade e segurança. Mas tente explicar isso pra mente de um saudosista!
Mais fácil fazer chover pra cima…se bem que, se aqueles tempos voltassem, acho que ninguém se importaria em tomar toda a chuva novamente.
Pingos de amor…

Ps. Só aceito contraponto de quem jamais se arrepiou diante de uma Avalanche.

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