OS TITULARES PERDERAM. E DAÍ?

O Gauchão não é relevante. Serve de tubo de ensaio.

Ontem os titulares enfrentaram o Cruzeiro e perderam. A esta altura, todos já sabem o resultado e há dois grupos de Gremistas: os que sabem relativizar essa derrota (tanto os que se preocupam com ela quanto os que não dão a mínima, como nós) e têm consciência de que o importante no ano ainda está por vir (Recopa, Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil) e os que estão histéricos justinando pelas redes sociais, “apavoradíssimos” com a sombria perspectiva de uma lanterna no ruralito. A estes, caros amigos, nossos mais sinceros pêsames.

Falemos da partida, antes de mais nada. Ontem, houve lances perigosos que nos podiam ter custado titulares importantes. Por isso não se os pode comprometer no gauchão com a aquela (falta de) arbitragem! Sejamos francos, antes de tudo, a derrota não se deveu exclusivamente ao árbitro, mas é irretorquível que passou fortemente por ele, sim, que influiu no resultado. É uma questão simples que exige reflexão. O árbitro amarelou o Kannemann em um lance, para dizer o mínimo, duvidoso. Os jogadores do cruzeiro foram agraciados com uma leniência ímpar, deixando de dar outros cartões ao time do cruzeiro, como, por exemplo, aquele carrinho frontal logo ao fim da partida, quando nosso time estava no ataque.

Ontem, pelo twitter, advertíramos que o Jean Pierre influenciaria no resultado. Minutos depois, bingo! Ele marcou a penalidade. Deve-se dizer que o Madson foi deveras imprudente, só que aquilo não foi pênalti nem aqui, nem na China. Só nos gabinetes do Novelletto. E isso já diz tudo. A arbitragem dos jogos serão sempre dali para pior. É fato irretorquível. O jogo, após o gol do adversário, era interrompido a todo o momento pelo juiz, mormente quando éramos nós que subíamos com a bola. Todo um roteiro que conhecemos de cor e salteado.

Devemos salientar e instamos todos à reflexão séria, mais uma vez: pensam realmente que o Grêmio deve desperdiçar seus talentos nesse simulacro de campeonato? Não crêem que os riscos são enormes, que podemos perder titulares importantes em meio à violência impune que grassa? Vamos reiterar que somos contrários ao uso dos titulares no ruralito. Viram o número de faltas covardes e sujas? Acaso querem ver nossos jogadores quebrados?

Retrocedamos um pouco no decorrer da partida. O primeiro tempo foi muito melhor que o segundo, tanto que tivemos oportunidade de sair para o intervalo com 3×0 no placar. A bola, essa caprichosa por excelência, não entrou. Houve trave, cabeçada e lances que não se transformaram em tentos por um triz. Tanto que fomos para o intervalo com as redes fervendo de rasgados elogios. O time fez jus à recepção que recebera dos torcedores que, quando entravam em campo, gritava “tricampeões a plenos pulmões, o que foi bonitíssimo de se ver, destaque-se.

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O segundo tempo foi menos efetivo, é verdade. Coincidentemente, foi quando a atuação viciada do Jean Pierre, com aquele inenarrável padrão novelletto de arbitragem, foi mais ativa e, por que não dizer, suspeita. Noves fora isso, faltou algo aos jogadores. Seja porque sentiram um certo peso (afinal, reapresentaram-se dia 18, os treinos retomaram há pouco etc.) e a preparação física para o ano está apenas se iniciando. Entretanto, não percamos o foco aqui: esse jogo foi apenas para dar ritmo aos jogadores, de vez que a Recopa está logo ali, dia 14! Foi, outrossim, deveras útil ao Renato que pôde observar o time e sua interação, bem como para refletir as alternativas. O time mostrou um satisfatório toque de bola e uma posse da mesma consistente. Everton, Cícero e Luan são bons juntos e este trio dá certo. Com a volta de Arthur, então. Defendemos a permanência dos quatro na titularidade. Imaginem só!

Os destaques de ontem, sem sombra de dúvidas foram Kannemann, Luan, Cícero e Everton, sendo que este último foi o melhor em campo e até merecia ter saído com um golito. O time foi bem, no entanto, a despeito da derrota. Tanto que, a despeito da IVI querendo criar crise e, na TV, à hora da transmissão, um repórter à beira-campo insistindo em destilar veneno, mas não pôde inventar insatisfação da torcida porque a ouvíamos cantar e apoiar. Aquela Arena que os ivistas insistem em dizer sem alma, mais uma vez, calou as harpias da IVI. E aos justinos ananases que começaram a eructar sandices anti-Grêmio no pós-jogo, temos apenas um recado: procurem auxílio psiquiátrico urgentemente.

Conclui-se, após tudo o que foi dito hoje aqui que perdemos, é verdade, mas e daí? Terminou aquele troço com derrota? E? E nada! Jogo de verdade, apenas dia 14, jogo de ida pela Recopa. Faltou o gol ontem, mas gostamos do desempenho do Grêmio. Vitórias saboreiam-se. Mas aquelas de verdade. O Gauchão não é relevante. Serve de tubo de ensaio. Celebraremos muito e teremos momentos indeléveis e especiais em 2018, mas não as queremos no ruralito. Queremo-las na Libertadores, no Brasileiro e na Copa do Brasil.

2 comentários em “OS TITULARES PERDERAM. E DAÍ?

  • 5 de Fevereiro de 2018 em 06:35
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    Sempre o mesmo blá blá blá ….

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  • 6 de Fevereiro de 2018 em 13:17
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    Grande Volódia ….. belíssimo resumo e nós vimos o mesmo jogo.

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