Orquestra Grêmio Show apresenta: Nos embalos de domingo à noite!

Estamos vivenciando uma Era Mágica.

Há alguns anos, os Trapalhões eram líderes de audiência no horário do domingo à noite. Aliás, para alguns como eu, quando começa a vinheta do Fantástico, bate aquela depressão. Mas o melhor Rivotril atualmente são os jogos das 19h que ocorrem na Arena do Grêmio. Leitores, a verdadeira representação do Grêmio Show, a Domingueira. Entre a matinê e a noite bem dormida para começar a semana, assistir aos músicos do Maestro Renato “Mito” Portaluppichevski é ter orgasmos pelas íris, sensação da endorfina liberada naquele exercício mais completo na academia, gritar sem ser taxado de louco (apesar que isso é elogio para nós), adjetivar o que já está incrível e saber que estamos vivenciando uma Era Mágica. O que vem pela frente? Não temos como prever, porém, não há limites para sonhar e tampouco o impossível está inatingível.

Tentaram promover durante alguns dias um duelo entre o camisa 7 do Grêmio e o 27 do Santos. Entretanto, quando há um toque coletivo, as individualidades desaparecem. No caso do nosso jogador, para contribuir com assistências, passes e dribles precisos. O deles, de sumir mesmo, porque se encostou na bola três vezes, foi muito. Quando o carregador de piano é o mesmo que sabe conduzir o violino, tem a certeza que o clarinete soa com igual importância do violoncelo, aos sons angelicais de uma flauta transversa, o ritmo de cada jogada se dá nos hertz de uma harpa dedilhada nas ruínas do Parthenon e explica-se a Sinfonia Tricolor. Houve um tempo que a OSPA era na Avenida Independência, quiçá, se encontre hoje no Humaitá.

Quem acompanhou aquele escrete que calou La Bombonera e viu Gessy marcar quatro vezes em cima do Boca Juniors, dentro do estádio deles, levar 13 de 14 campeonatos estaduais (que na época valiam alguma coisa), além de disputarem mais vezes a elite nacional do que o adversário, no extinto Robertão, pode ser saudoso e dizer que foi uma época de Bronze, talvez. Aquele lendário time dos 80, que atravessou Oceano, nos deu Brasil, América e Mundo, com raça, com força, com garra, seja Ouro. Talvez a época dos 90, com o querido Felipão, Prata. Ou não. Alguns lembrarão (com razão) o Campeonato Farroupilha de 1935, os heróis como Eurico Lara, o período da fundação e o 10 a 0, a hegemonia e imposição. Não importa o metal, a essência, a opinião. Somos Grêmio! No entanto, cabe lapidar tais palavras e dizer que estamos na Era do Diamante. Quem tem ouvido absoluto, sabe a importância desse cristal nas afinações. Nosso líder máximo, rechaça comparações. Ele está certo e sabe como não deixar desafinar. Vamos apenas sentir a melodia a cada partitura nova, sorrir com o coração, recordar Lupi, porque a música toca na alma dos de ontem, dos de hoje e nos de amanhã, pelos que estão no céu e cantam comigo…

Por fim, para não dizer que esqueci de citar o 5 a 1 diante do Santos, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro 2018, utilizo um instrumento popular, que é a corneta em nossa ópera, conduzida pelo nosso barítono que entoou, “o Grêmio vai sair campeão e o Sasha continua um…”

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro musical!

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