O PIOR REAL MADRID GANHOU. O GRÊMIO, NÃO!

Todo Carnaval tem seu fim.

Estava aqui na cozinha, espiando de soslaio a apuração das Escolas de Samba no Rio de Janeiro na minha Telefunken 14″ e dei conta de um detalhe. Há sessenta dias pairava sobre a Província de São Pedro um discurso ufanista – e, talvez jocosamente, catalão – de que aquele clube com maior número de conquistas de Champions League de TODOS os tempos, era o pior dos últimos anos. Sim, uma barreira, aquele lance que furou nossa até então impenetrável meta, consagrou novamente Cristiano Ronaldo e nos deixou, Grêmio, com o vice-campeonato Mundial. Senhores, era o REAL MADRID. Uma constelação de atletas extraclasses. Real Madrid eu disse.

Pois bem, houve até gremistas que acreditaram neste chiste. Até que no mesmo dia, vencedor e derrotado daquele 16 de dezembro, entraram em campo para decisões. Lá na Europa, o badalado Paris Saint-Germain, de Neymar, Cavani, Mbappé, Daniel Alves, Lo Celso, Rabiot, Marquinhos e cia. Do outro, mesmo em casa, os “fracassados” merengues. Aqui na América, os Reis de Copas: Independiente, que começou a temporada ANTES do que nós, de um time forte tecnicamente e também fisicamente, no caminho Tricolor, pelo Bi da Recopa (lembrando que tal competição não existia em 1983).

No Bernabéu, uma virada espetacular, 3 a 1, com CR7 marcando dois e Marcelo outro. Rabiot havia aberto o placar. Vejamos, o pior Real Madrid de todos, está em vantagem contra o Tout-Puissant PSG. Empatar fora de casa, numa final, contra uma equipe extremamente copera, em seu estádio fervilhando de Rojos, não é mau resultado. Ficou um gostinho de quero mais em Avellaneda. A equipe não se encontrou no primeiro tempo, afinal, é o terceiro jogo da temporada, melhorou na etapa final, mesmo que os gols tenham saído no começo.

Não sei o que ocorrerá nos duelos de volta. Porém, apenas o tempo sendo senhor da razão e mais uma vez derrubando as falácias da IVI acerca dos adversários gremistas. Dirão que não vencer com um a mais é o passo inicial para o fracasso. Baterão nessa tecla para secar a tentativa de mais uma taça continental por parte de Renato Mito Portaluppi e sua trupe. Aliás, para quem sequer manda narrador número 1, não transmite o jogo do representante do Estado em TV aberta, isso será apenas um pretexto para repetir o discurso de que o Hospício “grenaliza” tudo.

Aqui não é a rádio aquela dos justinola. Aqui é conteúdo e informação. Dia 21, queremos a Recopa e lutaremos até o fim! Bem como dia seis de março, espanhóis e franceses se reencontram no prélio da Cidade Luz. Todavia, isso é assunto para “eles”, não para nós.

Abraço, Gui Zado, o Cozinheiro!

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