O MITO DA PUREZA DA IMPRENSA

Mostre esta coluna na próxima vez que te chamarem de paranóico

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Você pode gostar ou não do Donald Trump, mas sabe que ele se posiciona com firmeza. E geralmente suas posições são contra a opinião da maioria da mídia, sem entrar no mérito se são certas ou erradas.

E apesar de ser o homem mais poderoso do mundo, no dia 30 de dezembro de 2017 ele postou no Twitter, 17h42min:

“Eu uso a Rede Social não porque eu gosto, mas porque é a única forma de combater uma “imprensa” MUITO desonesta e injusta, atualmente conhecida como Mídia Fake News”.

E continuou:

“Fontes falsas e não-existentes estão sendo mais usadas do que nunca” e “Muitas histórias e informações são pura ficção!”

Alguém duvida da força da imprensa em influenciar para um lado ou outro, se mesmo o Presidente dos Estados Unidos se vê relegado a utilizar o Twitter, uma ferramenta acessível a todos, para combater o jornalismo que ele reputa de má-fé?

Não importa, no caso, quem está certo. A questão é que Trump utiliza o Twitter porque acredita que não consegue levar sua versão sobre os fatos para a mídia, pois esta lhe é contrária.

O que se pode falar sobre imparcialidade, hem?

Todo país tem sua quota de desonestos, mesmo aqueles desenvolvidos. O que se dirá do Brasil, onde a impunidade atinge todas as instâncias da sociedade e especialmente os poderes? Estaria o “quarto poder” livre de desonestidade no Brasil, se mesmo onde existe punição o presidente reclama publicamente?

Se no primeiro mundo a coisa está deste jeito, pode contar que na nossa terra sem lei é centenas de vezes pior.

Não estamos falando de notícias de sites de humor como “o bairrista” ou pegadinhas como o caso kabrito, mas sim fake news vindos da mídia tradicional. Desde 2016 Trump já acusou jornalistas famosos e empresas como NBC, CBS, ABC, CNN, the New York Times, Washington Post e até a BBC.
NBC, CBS, ABC, CNN, the New York Times, Washington Post e até a BBC.

E se você acredita que é fácil não ser influenciado pelos interesses que as vezes corrompem a imprensa, lamento trazer más notícias. Em um estudo da Universidade de Stanford com mais de 7.800 respostas de estudantes em 12 estados americanos sobre sua capacidade de julgar as fontes de informação, concluiu que existe uma espantosa e desanimadora inabilidade da maioria em o fazer.

https://purl.stanford.edu/fv751yt5934

Uma espetacular confissão veio da colunista de direita do inglês Sunday Telegraph. “O jornalismo político britânico é basicamente um clube no qual ambos, políticos e jornalistas, são os membros.”

Ela escreveu que “esta intimidade, este conjunto de premissas… que são os verdadeiros corruptores da vida política. O limite auto-imposto do espectro do que pode ou não ser dito… A covardia reforçada que assume que certos interesses de certas pessoas são muito poderosos para serem confrontados.”

O que diria esta famosa colunista se soubesse dos jantares movidos a salmão, chopps cremosos e churrascos de costela que derretem no osso, promovidos por certos vermelhos para próceres da imprensa?

Em uma impressionante coluna no The Guardian, George Monbiot (twitter @georgemonbiot), escreveu:

“O propósito primário do jornalismo é fiscalizar o Poder. Este propósito tem sido totalmente invertido. Colunistas e blogueiros tem sido empregados como policiais do poder da empresa, denunciando pessoas que criticam seus interesses, jogando por terra novas ideias, fazendo bullying com os que não tem poder.”

Este fenômeno é bem sentido por qualquer um que observa o jornalismo esportivo do RS. Quem nunca sofreu nas redes sociais com estes soldados da imprensa? Quantos blogueiros foram hostilizados? Quantos hackeados? Existem casos explicitos, como o do âncora do programa de debates de maior audiência no RS que sistematicamente inventa uma falsa informação (fake news) para desmoralizar o blogueiro que ousou identificar com um apelido os jornalistas que se conduzem sem imparcialidade!

Nesta altura as virgens vestais gaúchas estarão escandalizadas! O RS é diferente! O colunista está pegando casos específicos e citando fontes que não conheço!

Pois a organização Transparência Internacional em 18 de novembro de 2016 publicou o alerta de que “Quando consumindo mídia jornalistica: cuidado consumidores. Apesar de uma midia livre e independente ser um aspecto chave na democracia, isto nunca significou que a mídia é imparcial.”

No artigo disponível em (https://www.transparency.org/news/feature/three_ways_to_fight_corruption_in_the_media), a Transparência Internacional demonstra os três atuais riscos de corrupção da mídia, todos 100% aplicáveis ao jornalismo esportivo gaúcho.

Para quem ainda não tem a cabeça aberta para a ideia que SIM, a imprensa muitas vezes é parcial, que possui interesses e relações muito próximas com quem deveria fiscalizar e que é corrupta, deixamos este depoimento em vídeo de dois jornalistas da FOX demitidos por noticiar uma gigantesca fraude de adulteração no leite, que contrariava interesses da empresa.

https://www.personalgrowthcourses.net/video/media_censorship_video

Não, não somos paranóicos. Nem toda a imprensa é suja e existem muitos bons. Mas você deveria se questionar também sobre fazer papel de bobo e fechar os olhos para o que não quer ver. Use o alerta da Transparência Internacional, se quiser. E boa sorte.

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