O DIA DO AMIGO GREMISTA

Hoje é domingo, dia do Grêmio jogar.

Na coluna da semana passada, falei de uma série de lembranças doces da infância e que me tornaram ainda mais ferrenhamente gremista. Claro que muitas outras histórias há que me forjaram um resistente à imprensa vermelha, como quando o pai expulsou o Valente Kenny de uma churrascaria de Bagé e, provando que saí aos meus, anos mais tarde, expulsei (com participação do Belarmindo) o Juremir Machado do Natalício, em Porto Alegre. Só que ainda há um outro aspecto e isto me foi dado a pensar por causa de um tweet que vi do @alexcanalmusic; ele perguntou quantos amigos as pessoas fizeram ou solidificaram por causa do Grêmio.

Pus-me a pensar… Desde a escola primária em Bagé, passando pelas viagens a Porto Alegre para assistir o Grêmio, chegando ao pessoal que conheci pelas redes, é preciso reconhecer: o Grêmio já me deu alegrias enormes também fora de campo. E essas alegrias e privilégios são os amigos gremistas que fiz e cativei. Hoje, tesouros inafastáveis, tenho-os como irmãos tricolores por quem nos jogamos na frente de uma bala, caso se chegue algum dia a tal extremo.

E tudo isso por quê? Porque partilhamos uma paixão enorme que é muito maior que nós, que se avoluma, agiganta, envolve-nos e abraça-nos de uma tal maneira que nos une perenemente, que nós faz maiores e que, na verdade, até mesmo nos define! Sim, amigos, porque não há a todo sem parte e não há parte sem todo. Cada um de nós, gremistas de boa cepa, somos indivíduos marcados pela honra e pelo privilégio de sermos gremistas. E o Grêmio é feito por muitas pessoas e coisas, e, também, o Grêmio é parte integrante de nós como nós somos integrantes deles. Não existimos sem ele e ele não existe sem nós, sem nós todos! E essas amizades forjadas nesse seio amplo e acolhedor são inquebrantáveis. Por isso, hoje, dia de jogo, olha para os momentos tão especiais da tua vida, para os momentos que passaste ao lado de teus amigos e faça-te a pergunta: quanto desses momentos são ligados ao Grêmio também? Por seguro perderás a conta… Viste só?

Há que se celebrar com orgulho sermos gremistas. Olha o teu amigo gremista ao teu lado, tu que estás na Arena ao lado daquele “parça especial”, ou veja aquele gremistão dos quatro-costados que está longe fisicamente mas está acompanhando o jogo contigo, seja comentado no whatsapp, seja reclamando no twitter ou no facebook, e veja quanto é suficiente a paixão pelo Grêmio. Somos gaúchos – ou catarinenses, paranaenses, cariocas, goianos ou baianos, pouco importa – e gremistas e isto nos basta para sermos felizes no Universo.

E assim, com tanta coisa que o Grêmio dá-nos e aos nossos amigos, o que nós temos e devemos fazer pelo Imortal, pai extremoso e dedicado? Cultuá-lo: aprender a história do Grêmio, ensinar aos demais nossas glórias e façanhas, ser sócio, consumir as mídias gremistas, comprar produtos do Tricolor; ir mais além: combater os detratores, desmentir a IVI sempre que necessário… Denunciar as leviandades e nunca, mas nunca mesmo, permitir que os justinos criem-se e espraiam-se.

Exercer o amor pelo Grêmio também é criticar (com fundamento e pertinácia) quando é necessário, pois quem ama cuida e preserva. É opinar quando és chamado a isso como, por exemplo, associar-se, votar nas eleições, participar da vida diária do clube. Isso é ser amigo do Grêmio. Só que ser amigo do Grêmio igualmente é defendê-lo.

E o Grêmio precisa muito que sejamos amigos dele. Os ataques são diários e sistemáticos, como vimos na semana que passou, o bombardeio concertado e em bloco que a IVI fez. A começar pelo Pedro Jabba a quem eu não poderia deixar de criticar. Ele foi leviano como sempre, aético como de hábito, ao vituperar contra o Grêmio e contra as redes sociais, acusando-nos de deturpar suas palavras, mas, na verdade, o que fez ele? Tentou criar uma crise, inventou que a venda do Kannemann e eructou no programa que comanda que o Grêmio não estaria valorizando o jogador, insinuando uma crise salarial e uma insatisfação que não existiam. Por isso tomou nos dedos do Romildo na entrevista coletiva após o jogo de quarta-feira. Depois, o vetusto apresentador isento, amigaço do salmão, veio, dessa vez na sexta-feira, reclamar das redes sociais porque fora pego em flagrante contradição, outro hábito dele.

Ele está com medo das redes sociais, está com medo da reação dos gremistas. Por isso, como nós do Hospício Tricolor dissemos na rede social que ele tanto teme, que um dos esportes favoritos de alguns isentos é mostrar falsa indignação quando são pegos em flagrante e colocar a culpa nos outros. Jabba the Hutt Denardin, Barrigada-man, inaugurou a era da colunas-acusada e, como todo vivaldino pego com a mão na cumbuca, ele mente, acusando as redes sociais gremistas de deturpar suas palavras. Logo ele, mestre-mor nas ofensas e mentiras.

Ser amigo do Grêmio é combatê-lo, é denunciá-lo sempre que possível, é execrá-lo e achincalhá-lo sem dó nem piedade. Por isso nós Hospício Tricolor fazemos campanha para que Pedro Ernesto nunca tenha sossego na Arena, para que seja vaiado e apupado ininterruptamente. Seu lugar não é na Arena, Pedrernesto, é bem longe de nós.

Respondendo à pergunta que abriu o texto de hoje. Quantos amigos devo ao Grêmio? Inúmeros. Muito mesmo. A turma benfazeja que compõe o Hospício Tricolor uniu-se pelo, para e por causa do Grêmio, por exemplo. Antes dela, tantos outros amigos, de tantas histórias e de tantas aventuras…

E por que essa conversa de hoje foi chamada de “O Dia do Amigo Gremista”? Porque o maior e melhor amigo gremista que temos é o próprio GRÊMIO! Claro, ora! Sem ele, nenhum dos nossos outros amigos gremistas, por mais especiais e fantásticos sejam, seriam gremistas! Ora, estão achando este texto loucura? Sim, é! Somos loucos, afinal, mas loucos pelo Grêmio.

Um comentário em “O DIA DO AMIGO GREMISTA

  • 23 de julho de 2018 em 09:21
    Permalink

    Excelente, volodinha!

    Resposta

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