O CONTRA-VENENO DO RENATO, A FALÊNCIA DO PLANO VERMELHO

Está na moda falar sobre algo que não se viu. Comentar algo com o qual não houve contato. E principalmente julgar uma questão por o que se “ouviu falar”, “desconfiou”, “achou-se que”. (Quem ouviu o programa aquele da emissora da Ipiranga ao meio-dia, só por curiosidade em relação à defesa do Legado na treta com o Renato, sabe do que estou falando).
Então, decidi fazer o mesmo. Vou falar sobre o Grenal. O Grenal que eu não assisti.
Voltava da praia. Aliás, num final de semana em que tive o prazer de conhecer um amigo do HT, e inclusive ser presenteado por ele com um belíssimo regalo.
¡Gracias Samuca!
Enfim, de Capão da Canoa a Carlos Barbosa altaneira, são 3h30 de viagem em média. Com saída às 17h, inviabilizaria a mim assistir ao “clássico” contra o ex-tradicional-rival.
Mas enfim…pressentia um Grenal chato. O clube do mimimi com reservas, nós de sangue doce. Pra piorar, a informação de que iríamos com reservas também, e nas proximidades de PoA no decorrer da partida, olhei pela janela aquele tempo enfarruscado e pensei: “imagina aquela gente que comprou moela por picanha e está pegando chuva ainda!”
Então. Vi nas mais variadas mídias no dia de hoje opiniões absolutamente polarizadas, para um lado ou para outro…poucos comentários com razão e muitos com coração. Vou discorrer a respeito do que eu penso. Pra mim, acertou em cheio o Renato. E pra não me tacharem comentarista de resultado, tenho algumas testemunhas que me defenderão no TMC (Tribunal Maldito do Clubismo) confirmando que falei isso antes, no instante da escalação.
Vejam bem. O plano vermelho era perfeito. Inventar uma desculpa bem fundamentada pra escalar reservas. Afinal, perderiam de todo modo com os titulares. No time reserva deles há jogadores que eles julgam possíveis negociáveis. E isso, as teias de aranha da sala de troféus deles também sabem. Perder com os titulares seria interpretado pela “torcida” deles e por parte da nossa gloriosa e sempre odiada IVI como a “interrupção da boa sequência”, que nada mais é do que algumas vitórias sobre alguns times do ruralito e a espetacular arrancada na Libertadores contra dois times mais desconhecidos que o Dourado (quem??). Para o Grêmio, empatar, ganhar de pouco ou num holocausto perder (acontece, vide a Grécia na Eurocopa de 2004) seria para essas mesmas subdivisões de um todo bolorento, o “ápice da crise!”, ou coisas mais terroristas do que isso.
O que pensou Renato? O que pensaria qualquer gênio: “mesmo com os reservas eu tenho condição total de ganhar dos reservas deles. Até dos titulares eu teria, mas vou poupar meu grupo de uma possível hecatombe. Se eu ganho com os reservas a flauta vai ser maior ainda, se eu perder jogadores por lesão, visto que eles entrarão pra bater e nada mais (o que aparentemente se confirmou pelos relatos que ouço) ao menos não perderei titulares importantes…e de mais a mais, já estou classificado, e eles vão se classificar também, dada a ruindade dos adversários.”
Vou fazer minha única ressalva: a torcida que pagou ingresso pra ver um massacre dos titulares e viu um magro 1×0. Mas combinemos, ganhar deles com os reservas, e fazer um monte deles pagar ingresso e tomar chuva pra ir pra casa de cabeça inchada…ah, isso tem seu valor!
Eles destilaram seu veneno ao longo da semana toda, buscaram de todas as formas colocar seu maquiavélico plano vermelho em prática…e o contra-veneno do mestre Renato foi letal. Pra eles.
De lambuja, nos ajudaram a testar o time reserva, descobrir quem serve, quem não serve, e observar dois ou três bonecos que em breve serão titulares. Ah, serviu pra tornar inegociável um do que eles julgam possível negociável.
Uns chamaram o jogo de Grenal da pipoca (pra repartir a responsa, claro).
Outros, o “Grenal dos reservas”. Eu prefiro chamar de “o Grenal da primeira fase do Ruralito 2019”. Mais um daqueles tantos jogos que eles tentam apatifar e não conseguem.
O jogo em que tentaram parecer malandros, mas encontraram um Renato e um Grêmio maduro pelo caminho.
E tomaram no lombo. De novo.
Aqui é Grêmio. O time, a gente escolhe na hora.

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