NO DOMINGO QUE VEM TERÁ GRENAL

“In homine habitat veritas: quam rubrum in hominibus, in quo habitat in mendacio”

No domingo que vem teremos o Grenal que, por razões óbvias, mudou de nome: Grenab. E, em decorrência disso, a IVI naturalmente se assanha. Com efeito, desde terça, após nosso empate em com o Defensores e a vitória deles em cima do Cianorte, nossos isentos conhecidos têm-se esmerado na isenção hercúlea e nas distorções de praxe. Nada de novo sob o sol do Rio Grande, salvo um ou outro novo pequeno roedor isento que antes rastejava sob as pedras da rádio nal-nal e agora quer passar ao time principal da IVI.

Aliás, a campanha que este tipo tem feito nas ondas da rádio é a prova de que as redes sociais azuis têm poder. Tanto que o tenta usar o novo isento para forjar-se um lugar. Pronto, beócio amigo, conheceste o ápice. Falei de ti na Coluna. E chega.

Tornemos um minuto ao Grenal em si, eis que todos nós temos memórias intensas em relação a essas partidas. Pode ser o do 5×0, o do 4×1, o empate sem gols na despedida do Olímpico, pode ser uma partida sem importância na história, mas tem muita para o particular… Por exemplo, eu me lembro muito bem do final do Gauchão de 1985, onde ganhamos de 2×1, com gols de Bonamigo e de Raul. O Mazaropi ainda jogava e o goleiro deles era o Tafarel que chamávamos de mãos de manteiga. O gol deles saiu de um pênalti que não existiu (a arbitragem já aprontava das suas, com seus nefastos erros humanos), supostamente cometido pelo Maza em cima do Paulo Santos. Foi em dezembro de 1985 (os estaduais eram de agosto ao final do ano). E tenho particular lembrança porque o meu avô falecera em junho de 1985 e foi o primeira vez que eu retornara ao estádio após o falecimento dele. Enfim, todos nós temos histórias ligadas ao Grenal, até porque, místicas e exageros à parte, o Grenal já foi a maior partida do mundo, a maior rivalidade enquanto tivemos rival. Agora, eles estão mortos e só nos resta fazer-lhes um minuto de silêncio.

No entanto, a semana do Grenal abre uma miríade de oportunidades para que os isentos demonstrem toda sua força de vontade e manifestem-se no esplendor da ignomínia rubra. Insistem ( e desde antes dessa semana, diga-se) que os times estão em mesmo plano e até ousam sugerir que o sci anda melhor. Vão usando, todos os anos, a mesma espécie de argumentos e desconstrução. Duvidam? Na terça de estréia da Libertadores, Diogo Pipoca, o que gosta da Rima, do alto de seus saltos, saiu-se com a manifestação-sumiço. Foi durante o Redação SporTV em que se faziam vaticínios sobre quem eram os favoritos para ganhar a libertadores. Alertava o cerúleo jornalista que o Grêmio sumira e seria um mero time comum, que perdera muitos jogadores… Chamem o Comissário Maigret, meus senhores. Para onde teria ido o campeão da Libertadores? Isso o Sr. Pipoca, em meio aos seus devaneios travestidos de verdade, não respondeu na sua intervenção cheia de lugares-comuns e erros de concordância. No entanto, já para os meninos de maionese, o pipoquinha sustentou que “estão adquirindo cara de time” que estaria a apresentar o “mais expressivo avanço tático na equilibrada forma de atacar”. Indaga-se pelas bandas da Ipiranga se o cronista de resultados não estaria sob os mesmos efeitos dos diuréticos que certa esposa não localizada deu a um jogador cujo nome eu não declinei em momento algum. De fato, que jogo terá visto o pipoca para dizer isso? Até porque todos sabemos a quem creditar o resultado deles no domingo passado, não é? Aliás, o SCI vasculha o mercado em busca de novos árbitros, já que os do plantel atual não estão rendendo o esperado.

Voltando ao programa, porém, o Diogo introduziu o sci sabe-se lá porque já que se falava em Libertadores. Chamado a atenção pelos jornalistas, reiterou que o Grêmio não era mais aquele e previu os favoritos como sendo Cruzeiro, Palmeiras e River. Era de se esperar outra coisa?

A semana, já sabemos, será de “especiais”, comparações e, invariavelmente, conclusão de que o inter está melhor para a rivalidade de domingo que vem. Ora, no Parque dos Dinossauros, recentemente, falando sobre o Grenab, uma mocinha que agora fica lá como bichinho de estimação do Jabba Denardin em substituição ao poodle 01 que foi coçar as guampas alhures, junto com seu dono, o Mortadela de Salmão, vituperavam contra os comentários que “ouviram” contra a arbitragem local para o jogo. Como se abespinham quando alguém fala a verdade sobre os erros humanos dos juízes que servem ao Presidente Conselheiro Isento da FGF! No entanto, esquecem que, nos últimos onze clássicos pelo Ruralito, houve cinco empates e seis vitórias do Sport Club Caiu no Gauchão é pênalti. No entanto, nos últimos dez clássicos pelo Brasileirão, o quadro muda radicalmente: temos quatro vitórias do Grêmio, quatro empates e duas vitórias do sci, sendo que uma delas o árbitro foi local. Por que nunca um só cronista da Província de São Pedro escreveu sobre isso ou, ao menos, fez uma pequena pesquisa, ainda que perfunctória sobre o tema? Tirem suas próprias conclusões não sobre os jogos, mas o motivo disso. Claro que não existe IVI, é mera paranóia.

Estamos no sábado. A coluna sairá amanhã, domingo. O Grenal será apenas no domingo que vem, mas me lembrei do velho adágio: “in homine habitat veritas”. Dentro do homem mora a verdade. A IVI mudou tão sagrada máxima: “In homine habitat veritas: quam rubrum in hominibus, in quo habitat in mendacio”. Dentro do homem mora a verdade, salvo dentro do homem vermelho onde mora a mentira.

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