MENOS DISCURSO, MAIS FUTEBOL

“Vamos decolar”.

 “Melhor futebol do país”.

 “Acostumamos mal o torcedor”.

Blábláblá e mais blábláblá.

Sério, não sei vocês, mas a minha paciência se esgotou com os mantras do nosso Portaluppi. E, sim, esse texto terá o necessário tom de crítica. Então, desde já, aconselho aos mais sensíveis abandonar a leitura.

Como eu escrevi no Twitter (link) após o frustrante empate diante do medíocre Bahia, Renato tem meu absoluto respeito e admiração. Porém, está apostando nos cavalos errados.

Eu sei que ele tem totais condições de reabilitar jogadores desacreditados, mas o que está evidente para mim é que ele está sozinho nessa empreitada – ou seja, o corpo mole e a turma do chinelinho se instauraram no vestiário tricolor.

Em primeiro lugar, ninguém ajuda o outro a dar a volta por cima se a pessoa não demonstrar vontade, dedicação e, claro, foco. Assim, o nosso treinador parece estar dando soco em ponta de faca, gastando sua credibilidade em Andrés, Tardellis, etc.

Obviamente, eu não tenho o convívio diário com a comissão técnica e grupo de jogadores. Caso tivesse, minha suspeita apresentada aqui, certamente só se confirmaria. E aqui é o buraco que Portaluppi está enfiado: seu discurso tem eco nos diretores de futebol, enquanto ele deveria sim, estar sendo cobrado pela diretoria.

“Ah, mas quais os reforços ele ganhou na parada da Copa?”, alguém me perguntaria. Bom, isso novamente mostra que o buraco é mais embaixo em termos de omissão e incapacidade do departamento de futebol.

Renato, no frigir dos ovos, é funcionário do clube. E como colaborador de uma “empresa”, deve ser também orientado com relação aos seus mantras ditos nas coletivas. Apesar de eu ter a plena consciência de que ele busca a proteção do grupo de jogadores virando vidraça para a famigerada imprensa.

O ponto fundamental é que o discurso está pobre e vazio, e já não convence nem ao mais iludido torcedor. Perdemos o posto de melhor futebol do país já faz tempo e a nossa decolagem está atrasada faz horas.

É preciso menos conversa e mais futebol. Aliás, muito mais futebol. Se possível, fazer uma limpa no vestiário e contratar. E acreditem, não estou fazendo terra arrasada, pelo contrário, ainda tenho um pingo de esperança na retomada da nossa competitividade.

Essa mudança de chave, estava sendo esperada após a parada da Copa América porque o próprio Renato anunciou, sendo rechaçado pela diretoria. Por isso a explosão de vaias na quarta e o esgotamento da paciência.

Sim, ficamos mal-acostumados e decepcionados com o nosso maior ídolo, pois sempre que acreditamos nele e compramos a briga por ele, a resposta veio dentro de campo – só que dessa vez, não rolou, não está acontecendo.

Aqui do porão tudo me parece muito escuro e nebuloso. Talvez sejam os chás novos que misturei.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

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