MAL ACOSTUMADO: CRISE DE ABSTINÊNCIA

Hey, Renato! Cura minha abstinência.

Ontem, enquanto tragava meu cigarro de palha aqui na cozinha do Hospício, tirava uma barata morta perto do fogão e acendia o gás para tentar esquentar a água do chimarrão, a fim de ouvir o Mate Lavado em nossa Rádio, lembrei das contradições e entendi minha crise de abstinência. Não me refiro às drogas que usei nos anos 80 (e não indico para ninguém, porque só faz mal), mas sim das Taças que conquistamos recentemente. Títulos importantes, diga-se de passagem. Fez dois meses que levantamos o Tri da América e isso é motivo de orgulho para toda Nação Gremista, afinal, quem tem mais no Brasil, tem três. Nesse instante, me bateu a dúvida novamente: para que serve o Campeonato Gaúcho?

A crise parece instaurada no Humaitá com os resultados. Verdade, ninguém gosta de perder, nem em par ou ímpar, ainda mais que somos Grêmio, acima de tudo. Só que essa insossa competição, governada por um Coronel nascido em Santa Catarina e radicado em nosso Rio Grande do Sul, nada mais é do que a personificação daquilo que não interessa ao elenco tricolor. A deficitária busca pelo ‘Charmosão’ é para times pequenos. Senão vejamos, e repetimos, aliás: diziam que nós não ganhávamos nada. Dançaram valsa e tudo o mais (detalhe que quem pegou a bandeirinha para bailar nunca ganhou mais que Estadual na carreira). Se ficamos 15 anos sem nada, significa que não valeram os ‘Gauchão’ de 2006 e 2010. Ou seja… não fosse pela história de nossos antepassados, como o escrete de 1935, por exemplo, diria até que deixassem o grupo de transição despencar na tabela, jogar a partir do ano que vem a Divisão de Acesso, liberando calendário e despreocupando o restante da turma.

Pois bem, internos e leitores, o tal invasor de terreno, falsificador de pdf, remendador de estádio construído com dinheiro do povo, completará em agosto, mais precisamente dia 24, SETE anos sem conquistar nada. Conta de mentiroso, nada mais propício, correto? Eles ganharam a Recopa, que é nosso compromisso principal para o mês de fevereiro que se aprochega. Queremos esse Bi (em 1984 ainda não existia tal disputa). Portanto, resta comprovado que o Estadual, dos anos 90 para cá, só vale para quem é pequeno ou para quem tem memória curta, como aqueles 30% de alvirrubros. Até porque, desde que Rubens Hoffmeister saiu da presidência da FGF, em 1991, escancarou-se a cor preferida da tal entidade e da imprensa esportiva local.

Hey, Renato! Cura minha abstinência, não com a Tarja Preta, sim com a Taça dia 21 de fevereiro. Queremos a Recopa.

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