LINHAS VAZIAS

Acordei com vontade de escrever…e sem nenhuma inspiração para tal.

Portanto, vou quebrar o protocolo de meus textos hoje. Vou escrever um punhado de linhas vazias e sem nexo. Vou falar do óbvio. Quem quiser poupar tempo, pode parar a leitura por aqui mesmo.
Eu sabia que seria sofrido. Eu, e cada folha de grama judiada da Arena, que pra piorar o cenário recebe aquele toró com a partida se desenrolando. Mas estava crente em algo bom. Minha prenda também. Veio acompanhar o que ela dizia ser “o melhor aniversário de namoro”, “que contaríamos pros netos” e tal…o clima era leve, sereno, sóbrio (o clima, não eu).
Morri pela primeira vez com o gol de mão, que não foi visto por um time de vôlei inteiro de analistas em uma cabine. Talvez tenham pensado que fosse vôlei mesmo, sei lá. Mas quando se deram conta que era futebol, viram outro toque de mão. Não preciso comentar. Morri pela segunda vez…estava ajoelhado, no silêncio e escuridão da sala, quando a prenda me chama com a notícia:
“O juiz tá olhando o VAR e vai dar pênalti!”, com a punhalada final que me matou pela terceira vez “Expulsou o Bressan!”.
Não tive reação. Permaneci inerte, imóvel, olhar perdido, sem reação.
Daqueles minutos entre o pênalti e a cobrança, não lembro de nada. Ao ser questionado “o Grohe vai pegar?”, a voz embargada me permitiu um “acho que não…”.
O gol me desmontou…acreditamos até o fim num milagre. Findado o filme de terror da véspera de Halloween, ela me abraçou aos prantos. Só dizia “não acredito, não acredito!”. Não me movi.
Nos demos boa noite, bênção e adormecemos.
Não vou culpar Bressan. Nem Éverton. Nem Renato. Nem o time de vôlei. Tampouco o time, a direção, o gramado (que impediu Éverton de ter um melhor domínio da bola naquele fatídico momento), a OAS, a chuva, o vento…o conjunto da obra nos eliminou.
A Conmebol é parte determinante também, por escalar profissionais despreparados e covardes. Mas não vou entrar em detalhes. 2018 só nos reserva uma vaga no G4 como honra ao mérito, se é que merecemos, visto que desdenhamos com tal prepotência do certame que já nem sei mais de nada.
A verdade é que cada folha de grama da Arena, hoje silenciosa, sabe bem: o Grêmio é grande, muito maior que uma eliminação na mão grande.
Faltou futebol? Sim…assim como falta vergonha na cara à Conmebol na hora de graduar seus profissionais (ou quase isso).
O sonho não acabou, foi adiado. Nos vemos na Libertadores 2019. E por falar em 2019, só ouço os pedidos, sejam por varredura, manutenção, reforçar, vender, comprar a Arena, demolir a Arena, doar o Bressan, matar o Bressan, dar força pro Bressan…enquanto eu só peço lisura em todos as competições!
Deixo esse meu pedido ao sempre simpático Papai Noel…e só falarei de 2019 depois do réveillon.

Adri “Argentino”

Um comentário em “LINHAS VAZIAS

  • 1 de novembro de 2018 em 01:30
    Permalink

    Coloque a hashtag #useoregulamento

    Resposta

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