LIBERTADORES OU RURALITO?

E tu, gremista, o que preferes?

A esta altura do campeonato, o leitor intimorato que navega pelas páginas deste que é o melhor site gremista do mundo, já sabe nossa opinião sobre o ruralito: quem gosta de gauchão é prenda casadoira! O Ruralito é um torneio rudimentar, viciado e que nada agrega, ao contrário, o risco é altíssimo. À parte Peidernesto, o Jabba Denardin, não há ninguém realmente preocupado com essa disputa feita sob medida para a pequenez de outros, não é para a nossa grandeza. Nós somos um navio de grande calado, apto à navegação intercontinental, não podendo ser usado para subir curso de sanga.

Acabamos de conquistar a Recopa. Em um jogo disputado até o último minuto em que o jogador melhor deles foi o goleiro (o que, por si, já fala de nossa qualidade), celebramos a primeira taça de 2018, e hoje já estamos com a cabeça na Libertadores que começará na semana próxima. E, entrementes, com o que se preocupa a IVI? Com o gauchão.

Estamos escrevendo essa coluna no sábado de manhã. Não sabemos a escalação ou o resultado do jogo de logo mais. E pouco se nos dá o que acontecerá no jogo-treino. Até olharemos porque, afinal, é o Grêmio, mas torcendo pelo Grêmio e para que não se utilizem titulares. Se o Renato optar por usá-los, que nenhum se lesione. A IVI, porém, só tem essa palavra na boca: gauchão. Ignorou a Recopa solenemente. Só que os locutores que estavam na Arena foram os primeiros a falar da falta de gols, de inventar crise sobre o Jael bater pênalti e tutti quanti.

Com toda a certeza já deve ter identificado o leitor que há uma grande diferença de tratamento dado aos assuntos do Grêmio e daquele outro time que está morto e pelo qual fazemos um minuto de silêncio. A esta altura, todos já conhecem as práticas e manobras da imprensa vermelha isenta. Não precisaríamos repetir. Não é novidade, tampouco, termos, de quando em vez, de recorrer a jornais do RJ ou de SP para aquilatarmos um fato ou, simplesmente, informarmo-nos. No entanto, por vezes, nos surpreendemos com alguns enfoques dados, como, por exemplo, o caso Aranha, ou, ainda, a própria questão dos estaduais. Viu-se, nas últimas três semanas, um verdadeiro massacre ao Grêmio por conta do Ruralito, torneio sem qualquer relevância, mas que, nas tintas rotas da IVI, ganhou ares de mini-libertadores ou, quiçá, de mini-champions, se formos acompanhar-lhes o gosto pelas coisas européias. E por que isso acontece?

A resposta é mui simples e lhana: quando os programas esportivos nacionais chamam jornalistas gaúchos, invariavelmente, vão as estrelas da IVI com seus conceitos distorcidos. E daí o público brasileiro acaba comprando essas teses erradas isentas. E esses jornalistas fazem-no com gosto. Duvidam-no? Tomemos como exemplo o canal esportivo nacional com maior audiência, o SporTV. Canal da operadora Globosat, é ligado à Globopar e, portanto, parte das Organizações Globo. A rbs, a seu turno, é afiliada da Rede Globo de Televisão. Assim, nos principais programas de debates esportivos, como o Redação Sportv (todos os dias pela manhã) e o Seleção Sportv (todos os dias à tarde), toda a vez que se fala no RS, as figurinhas fáceis na tela são Diogo Olivier Pipoca e Maurício Sable Pissée Saraiva. E, com eles, toda a carga de isenção que tão bem conhecemos no Rio Grande. Eles tentam impingir suas visões distorcidas a todo custo. Já tivemos aqui colunas sobre performances majestaticamente vermelhas e isentas de Diogo Pipoca, o que gosta da rima, como à época da nefasta questão do goleiro santista de então. Só que a prática deles é reiterada.

Pois ainda há dúvidas sobre isso? Pois bem, tomemos como exemplo a presença de Sable Pissée Saraiva no Seleção SporTV. O jornalista tripofacies foi aquilo que sempre se mostrou, um isento. Saraiva falou demais sobre a possível eliminação do Grêmio no Gauchão, sem falar uma só vez que nossa temporada começou mais tarde ou que estávamos com a Recopa na cabeça. Pouco falou sobre a taça que ganhamos. Quando a mencionou, foi para minimizar sua importância. Disse que era errado sacrificar o gauchão. O úrico jornalista resolveu sublinhar a ameaça do Grêmio cair no ruralito e quase ejaculou quando falou que o Inter poderá desclassificar o Grêmio no que ele denominou Grenal do século (sic)! Puro achismo, pura ilação sem sentido porque o Grêmio, por exemplo, pode chegar a esse Gre-nal sem precisar de qualquer resultado, mas essa hipótese ele não aventou. Claro que é paranóia nossa. IVI não existe. Eles e o mundo maravilhoso do Gauchão. E o fato dele chamar o Gre-nal de aniversário de 100 da FGF de “do século” já mostra com suficiente clareza quem ele é e qual música dança. Ele terminou sua fala com uma orgia assanhada sobre a importância dos estaduais! Que importância? Torneios engana-bobos! Só que, como é o que resta à cáfila rubra, ponha-se valor no que não tem.

Depois, continuando, Sable Pissée babou pelo sci. Fez maravilhosamente bem o papel de reportagem isenta da IVI. Foi mais longe: vibrava ovulando ao falar do “espetacular inter” no torneio e das assistências do Garnisé Chiliquento, juiz da comarca. E terminou dizendo que o Maionese é um técnico diferenciado e tem um pensamento diferente no futebol, moderno e ousado, e que ele “tem o vestiário na mão”. Quantas vezes já ouvimos isso? A bolha é grande. Sem qualquer lógica, diga-se de passagem, mas ele é tão mitômano que é provável que acredite nas próprias sandices. Foi ataviado pelo Barreto, apresentador, que disse que o ano de 2017 foi um ano perdido para o inBer, como tinha sido 2016. Saraiva teve uma síncope! Ele sustentou, sem enrubescer, que foi um aprendizado engrandecedor e que o nível foi tão alto quanto da A. Não força, Sable Pissée! Diante disso, foi difícil conter a gargalhada, e temos a plena convicção de que 2018 será o novo 2016 para eles.

Como, diante disso tudo, poder-se-ia mudar a coisa? Simplesmente pressionando. Encham as caixas postais (e-mails), o twitter e o facebook do sportv e dos programas demonstrando a insatisfação de todos nós com esse estado de coisas. Reclamem da presença de Saraiva e Olivier insistentemente e ameacem deixar de assistir os canais deles. Aproveitem, também, e reclamem da presença constante de Alano Fom-Fom e Batista Desmaiada nos nossos jogos. Isso funciona maravilhosamente bem, acreditem, porque queda nos índices de audiência refletir-se-á em perda de patrocínio, e, desta feita, ao atingi-los no bolso, órgão humano mais sensível por natureza, eles agirão. Do contrário, tudo restará como dantes no Quartel de Abrantes.

E, no quesito sandices, seguiram martelando que o Grêmio tinha de usar os titulares no sábado, hoje à noite (ontem para facilitar a leitura de vocês). E isso sabendo que temos a Libertadores na semana que entra. Coisa que farão até o fim. Então, analisem, vale arriscarmos os titulares? Essa sempiterna discussão tem, sim, de ser encarada e levada adiante. Para nós do Hospício, o importante mesmo é a partida da Libertadores. E tu, gremista, o que preferes: uma competição internacional, com premiação relevante, reconhecida nos cinco continentes e que dá visibilidade mundial ao clube, ou o arremedo de competição local, viciada, feita à talha para os interesses de um grupúsculo desonesto e que ninguém dá importância?

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