JOGO PARA TESTAR A PACIÊNCIA

Foi um empate decepcionante.

Irritante até. A equipe esteve desconcentrada e parecia cumprir tabela somente, não estava ligada que estávamos disputando ali o planejamento de 2019, que jogávamos por garantir uma vaga direta na Libertadores do ano que vem, o que alivia e muito o planejamento e a pré-temporada. Para evitar exatamente o que ocorrera este ano, onde tivemos uma pré-temporada prejudicada por “n” fatores (retorno tardio devido ao mundial e antecipação no Gauchão devido maus resultados do time de transição) que acabou impactando no aspecto físico do nosso segundo semestre. Enquanto tivemos pernas, jogamos um bom futebol no primeiro semestre. No segundo, nos arrastamos em campo e o departamento médico nunca esteve vazio. Só isto deveria bastar para a concentração total do nosso time nestas duas últimas partidas que nos restam. Mesmo jogando num ritmo de rachão, tivemos oportunidades de abrir o placar, pelo menos duas bolas na trave e outras tantas chances perdidas em erros de avaliação na hora da conclusão. E algumas excelentes defesas do Paulo Vitor, que aliás, vem fazendo boas partidas, voltando a mostrar a segurança que ele tinha quando ainda jogava no flamengo.

De positivo, a dupla de zaga, Paulo Vitor e Léo Moura. Mostraram vontade e a categoria de sempre. No mais, algumas constatações que serão importantes para o ano que vem: somadas à uma displicência irritante ontem (jogamos com ar blasé, como diria o Volódia, pouco importando o resultado pelo que transpareceu), fica evidente a falta que nos faz o Luan. Jean Pyerre, que é bom jogador, se movimenta bem menos, o que dificulta a mecânica de jogo de troca de passes. Luan sempre é opção de passe, se apresenta pro jogo e está sempre próximo de quem está com a bola. Daquele Grêmio que nos encantou no primeiro semestre, estivemos alijados da espinha dorsal que sustentava aquele modelo de jogo nesta reta final: Arthur, Maicon e Luan. O que vemos é uma caricatura daquele time que encantou a todos. Final de ano melancólico. Nos resta secar o São Paulo hoje. E pensar muito no planejamento de 2019.

Ah, muito bom escutar o Recolhendo os Trapos, da Rádio Hospício ao final dos jogos. Ajuda e muito a aliviar a irritação. São comentários lúcidos, críticas bem feitas e nunca fora do lugar, várias chineladas nas isenções da imprensa e no rival e várias tiradas cheias de humor. A Dra. Rosalinda está dando show nas análises. Muito bom ter uma representante feminina nos programas.

Saudações tricolores

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