HORA DE BAIXAR A BOLA E TRABALHAR

O melhor da noite de ontem foi a entrevista do Capitão Maicon. Importante termos gente com os pés no chão e com capacidade de colocar o foco no problema certo. Basicamente puxou a responsabilidade para o grupo de jogadores, assumiu que não estão jogando como já jogaram e que a hora é de ficar quieto, trabalhar e responder em campo. Que podem render mais. Bingo. 

Ainda a tarde, pelos corredores do Hospício Tricolor, encontrei o Paulo Egídio que saía a procura de mais erva pro chimarrão e me perguntava sobre a expectativa do jogo de logo a noite. Respondi que achava que seria um jogo duro, difícil e que não esperava muito mais do time, por achar que não evoluiríamos assim de um jogo para o outro.

Nossos problemas passam além de uma solução simples. E por isto mesmo não vai ser de uma hora para outra que vamos nos achar em campo novamente. É um processo que precisa URGENTE começar a ser trabalhado e aos poucos corrigido. Quando 5 jogadores de 11 sucumbem numa partida (e há um padrão já desde alguns jogos), a responsabilidade é do treinador. Vejamos: Capixaba aquém da critica assim como André, Alisson bem abaixo do que sabemos que ele rende, Leo Moura mal, JP talvez convalescente ainda da lesão no ombro foi outro que teve atuação apagada. Não existe estrutura de jogo que sustente tantas individualidades abaixo. E se tantas peças assim estão mal, passa pelo comandante e suas escolhas. O sistema que funcionou no passado e nos trouxe a América não vinha produzindo resultados, muito pela falta de algumas peças. O sistema proposto este ano não encaixou. É preciso buscar alternativas, que vão desde o sistema de jogo adotado e passa pelas escolhas de individualidades que possam entregar melhor resultado e contribuição ao time.

A linha entre convicção e teimosia é bem tênue. Rever algumas certezas não é feio e seguiria o conselho do Capita: menos falatório e mais trabalho, a resposta tem de ser dada em campo. Eu começaria por aí.

Saudações tricolores

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