GRENAL COM SANGUE NOS OLHOS

Amigo meu perguntou se eu acho que jogaremos o Grenal com sangue nos olhos, ou seria como o Grenal que entramos com freio de mão puxado no Gauchão.

Primeiro, confio no Renato.

Segundo: aquele jogo foi atípico. Tínhamos dado duas lambadas e lhes aplicado uma aula de futebol. Natural que jogassem pela honra, com brios enquanto pra gente era mais um jogo só. E classificamos.

Além disto, mais da metade do nosso time já tem mais de 100 jogos pelo Grêmio. Já sofreram derrotas em Grenal e sabem o que isto significa, tem noção do que representa o clássico localmente e quanto isto afeta a todos.

Fui buscar alguns números sobre partidas de alguns dos nossos jogadores no Grêmio:
Marcelo Grohe (377), Pedro Geromel (194), Maicon (125), Ramiro (225), Luan (233) e Everton (174)

Impressionante.
Qual outro time talvez tenha uma base jogando há tanto tempo junta? Isto explica muito do nosso jogo, entrosamento: A continuidade. Que também gera identificação dos jogadores com o clube. Esta longevidade gera sensação de pertencimento e identificação com as causas da torcida. A flauta que sofríamos, esses jogadores assumem como deles… Isso, pra mim, fez e faz muita diferença.

Na verdade ficamos muito tempo sem experimentar esta sensação, de viver um ciclo vitorioso. Desde os anos 90. E era sempre um parto. Ganhávamos mas não se tinha a segurança que sentimos hoje. Mesmo assim, esta história de soberba é muito mais de fora do que lá de dentro, do nosso vestiário. É fomentada pela imprensa e muito torcedor embarca.

Temos uma maturidade irritante até (para o adversário), dentro de campo. O time não se abala e não muda seu estilo de jogo.
O grupo está identificado com a torcida. Tem compreensão do que representam grenais e por isto não acredito que entremos com salto alto. Não acho que será barbada, pelo menos antes do jogo começar, por ser Grenal.
Mas se tudo correr como a lógica diz, poderemos sair contentes, bem contentes no sábado da Arena.

Este grupo tem uma caracterisitca de não se importar em ser o favorito. Isso é bom, precisamos nós — torcida – nos acostumar com isso.
E principalmente entender que: ser favorito, não quer dizer ganhar sempre. Não somos imbatíveis, como diz o Renatão. Mas jogamos muito bom futebol.

Tá, resumindo todo o lero-lero aí de cima: vamos entrar com sangue no olho no Grenal.

Saudações tricolores

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