GRÊMIO ROUBADO NA TERRA DA CONMEBOL

Lembrando para todos que a Libertadores só começa, de verdade, nas oitavas de final.

O atual dono da América novamente joga contra tudo e contra todos (tirando nossa torcida, apesar dos justinos). E não me refiro apenas ao pênalti escandaloso em cima do Éverton, sonegado pelo árbitro argentino Germán Delfino, o mesmo que em 2017 também prejudicou o Tricolor diante do Deportes Iquique, no Chile (nota do editor: saímos campeões, mesmo assim). Digo também sobre faltas duras em cima de Arthur, Madson, Ramiro, em que o cartão amarelo sequer fora mostrado. Dito isso, tivemos uma bola na trave, que por uma delicadeza do destino não entrou, em lance do capitão Geromel. Sim, estávamos sem Maicon, sem Luan, nem Leo Moura. Do outro lado, uma equipe que não perde em seu novo estádio há 17 jogos, goleando adversários e lotando sempre suas dependências, levando o nome da Conmebol na competição. Porém, enfrentaram o mais “copero” dos brasileiros, até porque somos gaúchos.

FOTOS LUCAS UEBEL/GRÊMIO

O empate não foi justo. Houvesse um vencedor, deveria ser o elenco de Renato “Mito” Portaluppi. Não estou assim escondendo duas boas defesas de Marcelo Grohe, só que tivemos mais posse de bola, outra vez, fora de casa. Propusemos o jogo e nos defendemos bem, apesar dos pesares. Aqui não se trata de uma crítica, mas perceptivelmente Madson, Jailson e, principalmente, Cícero, estiveram abaixo dos demais, consideravelmente. Ao contrário, entretanto, de muitos justinos nas Redes Sociais, não nos esquecemos do gol diante do Lanús marcado pelo meia que é homem de confiança de nosso treinador, bem como contra o Monagas, há duas semanas. Os três são reservas razoáveis, em minha concepção, importante para o grupo e o extenso calendário que teremos oferece estas oportunidades, a fim de poupar nossas principais peças. Sem jamais esquecermos também que já temos um título e meio esse ano conquistado (Recopa e Mini-Libertadores).

Ficamos no 0 a 0 com o Cerro Porteño. Na tabela, cinco pontos, invictos, segundo lugar do grupo, com dois jogos na Arena, dos três que restam. Lembrando para todos que a Libertadores só começa, de verdade, nas oitavas de final. Classificaremos em primeiro da chave, não tenho dúvidas disso. Basta não entrarmos nas esparrelas de reclamarmos de barriga cheia, apesar que aqui, comigo na cozinha isso não acontece.

Está deveras provado que o trabalho segue no caminho certo, deixando para a história essa geração vitoriosa, que daqui décadas constará em livros e museus, portanto, nada de desespero, até porque domingo temos outro “líder” pela frente. O Atlético-PR vem de goleada na estreia, se transformou no xodó do país e da IVI em três dias, nos têm engasgado na goela desde aquele pênalti que o tal Wéverton bateu e o arqueiro gremista defendeu “milagrohemente” dando o start para o início das conquistas, quer a vitória a todo custo. O que faremos? Jogaremos futebol!!

Podem nos roubar o quanto quiserem, estamos acostumados, só não nos tirem a bola do jogo, porque essa sabemos conduzir. Vem mais por aí. Queremos o Tri, o Hexa, o Tetra, não necessariamente nesta ordem. Vamos, Grêmio, tu és copero…

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro

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