Grêmio empata com o ‘FRACO’ Defensor. Por favor!!

Jogar a Libertadores é diferente de enfrentar o São Luiz de Ijuí

Estreamos! Menos de uma semana depois de outra conquista Sul-Americana, quando ganhamos a Recopa, terceira taça em um período de menos de 15 meses (dezembro de 2016 a fevereiro de 2018). Queremos o Tetra e lutaremos por isso. O horário era horrível, aquela correria aqui no Hospício para atender os loucos, a cozinha cheirando queimado de mais um ovo frito que eu não conseguia fazer e o arroz que estava empapado. Ainda por cima, empatamos contra o ‘fraco’ Defensor, no Uruguai.

Pois é, o jogo tecnicamente não foi dos melhores, porém, tivemos supremacia e volume de jogo, boas chances de gol, onde o goleiro deles fez defesas difíceis, até que em excelente jogada do nosso capitão Maicon, saiu o tento do próprio camisa 8. Era a vitória, os três pontos, o pontapé inicial, dada a altura do jogo então, pós 30 minutos da etapa complementar. No entanto, os gritos ainda eram quentes da comemoração e uma bola parada que muito já nos incomodou, entrou novamente em nossa defesa. Ok! E é isso. Sim, é isso. Ouvi gente bradando contra a equipe, contra o treinador, ‘na bronca’ com o Clube. Pensei que era algum torcedor do time aquele do pdf, porque a ânsia em criticar era tamanha, como se estivéssemos disputando apenas o Regional. Depois, o louco sou eu. Que absurdo!

Gente, calma, talvez os ‘novinhos’ não saibam, entretanto, nossa estreia em 1983 foi um empate contra o Flamengo, por 1 a 1 e eu lá estava, nas arquibancadas do Velho Casarão, no auge dos meus 12 anos, faria 13 logo depois. Em 1995, perdemos, 3 a 2, para o Palmeiras. Ano passado vencemos o Zamora. Ou seja, já conquistamos uma Taça após um empate na estreia, uma derrota e uma vitória. Se formos pensar na simbologia disto, o ciclo que se repete, os deuses, anjos, mitos do esporte bretão, estamos igual 1983. Yo no creo en las brujas, só que tem muito dito torcedor preocupado com algo desnecessário, demasiando-se com o empate diante do Defensor. Esqueçam a balela de que os nossos adversários são ‘fracos’, como citado acima. Quem está na Libertadores têm méritos. Os que tentam depreciar, a bem da verdade, se doem com o cotovelo inchado. Temos tempo para consertar, afinal, a competição forte, de fato, inicia nas oitavas de final apenas. Classificaremos em primeiro.

Voltando ao contexto do prélio, podemos sim apontar erros, de forma construtiva. Nossos laterais ontem estiveram abaixo do comum, a escalação inicial pode ser questionada, as substituições deram novo ânimo, todavia, terra arrasada, definitivamente, não! Jogar a Libertadores é diferente de enfrentar o São Luiz de Ijuí. Se houvesse um vencedor, seria o Grêmio. Nosso capitão, na saída do campo disse que era um gosto de derrota, pelo que construímos.

“A sensação é de derrota. Tomamos gol de bola parada, a gente falou que só iam fazer gol na gente se fosse assim. Paciência, mas pelo jogo que fizemos, tínhamos de ter ganho”, afirmou.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Concordamos! E iremos em busca dos próximos passos. Como falado, já fomos campeões depois de vencer, empatar e até perder na estreia. O jogo de ontem não significa mais do que um ponto na tabela e a certeza que iremos melhorar, aliás, sempre vale lembrar, já temos um título em 2018. Iremos por mais. E tenho dito!

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro.

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