GRÊMIO EMPATA COM NOVO RIVAL DO SUL

Vamos por mais, vamos adiante, porque seguimos querendo o Hexa, o Tri, o Tetra

Cá estava na cozinha lembrando de fatos ocorridos nos últimos dias. Durante toda a semana passada, o comentarista aquele que tem cara de areia mijada, referiu em seus espaços de rádio, televisão e jornal, que tinha somente uma certeza para o jogo entre Grêmio e Atlético-PR: “não será 0x0”. Isso mostra o nível dos funcionários da IVI, mas somos paranoicos. Não entendem de bola, arriscam palpites demagogos, erram sempre e seguem prestigiados pelos lados de lá.

Dito isso, importante falar do jogo em si, dentro de campo, porque surge um novo rival no Sul do Brasil para nosso Tricolor. Rival é uma palavra muito forte, talvez, mas a segunda força da Região está em Curitiba, nos lados do Boqueirão. Lembram que a partir daquela defesa de Marcelo Grohe no pênalti do Wéverton que quis esnobar e se ferrou, eles ficaram muito raivosos. A nova namoradinha do Brasil, como falamos na coluna anterior, mostrou a força neste domingo (22). É bem verdade que se houvesse um vencedor, deveria ser o time de Renato “Mito” Portaluppi. Foram pelo menos seis oportunidades, a maioria delas parando nas mãos do goleiro adversário. A rigor, os rubro-negros assustaram em um chute de fora da área de Carleto e uma chegada no final do primeiro tempo que Geromel, monstruosamente, deu um carrinho limpo para escanteio. Agora, há uma grande diferença. Mesmo com toque de bola refinado e posse à exaustão exigida pelos dois técnicos, propondo o jogo, uma equipe buscava o gol, a outra, apenas não levar. O 0 a 0 foi vitória para os visitantes, não tenham dúvidas. Ah! E como batem no Grêmio. Impressionante! Pablo poderia ter sido expulso bem antes do compensador cartão vermelho dado ao Camacho.

Mesmo com a corda esticando, pois serão dois jogos por semana daqui para frente (e que bom, afinal jogamos três competições, enquanto alguns estão em contagem regressiva, pois faltam 36 jogos e 42 pontos para acabar o ano), tenho certeza de que nosso grupo buscará, pelo menos, mais uma taça esse ano. Assim como afirmo que o Atlético-PR incomodará muitos concorrentes aos títulos. Aqui não há um defensor do SINPOF (Sindicato do Pontinho Fora), nesse caso, o ponto foi em casa, precisamos sempre somar, verdade, sobretudo vencer. Mas ao contrário de quem afirma que perdemos dois pontos, convicto digo que muitos perderão três para os paranaenses. Não estou contente com o resultado, fato, pois quero ganhar todas. Entretanto, a fala na coletiva de nosso comandante, resume o que penso.

“Tivemos oportunidades, infelizmente a bola não quis entrar. Quem gosta de futebol e viu a partida de hoje, independente do Clube que torce, ficou feliz. Foi uma belíssima partida de futebol, as duas equipes buscando jogar, tivemos as melhores oportunidades. Tem que aplaudir esse jogo. Muito feliz com o que minha equipe apresentou hoje. Faltou só o gol”.

Traduzindo: Grêmio tivesse jogado mal, sofrendo, se acovardado, até ficaria receoso, todavia, mantivemos o bom nível técnico, propusemos o jogo e merecíamos a vitória. Perceberam?

Outra questão importante, dos oponentes tidos como favoritos, vamos lá. Quem enfrentou o Corinthians, “o único 100% da competição”? Pois é, um Fluminense (médio) e um Paraná Clube (candidato ao rebaixamento). O Flamengo pegou dois médios (Vitória e América-MG). O Palmeiras pegou um médio (Botafogo) e um candidato ao rebaixamento (quem?). E a tabela azul, preto e branco é mais dura até a 8ª rodada do que dos demais, principalmente em relação ao time do Fábio Carille. Ninguém aqui está reclamando, apenas constatando e analisando, bom que se diga. O Grêmio estreou fora de casa contra um candidato ao título. E enfrentou um clube que, de repente, jogue mais parecido taticamente conosco.

Vamos por mais, vamos adiante, porque seguimos querendo o Hexa, o Tri, o Tetra, não necessariamente nesta mesma ordem. Quarta-feira (25) já temos mais uma decisão pela frente na Copa do Brasil, na quente Goiânia, no campo pesado do Serra Dourada, frente um Goiás que costumeiramente dá a vida contra nós. Para depois voltarmos os olhos para o Brasileirão outra vez, fora de casa, contra o Botafogo, na casa deles. Maratona gremista. Não há do que reclamar. Há de se entender que nem todos os dias serão de vitória. Contudo, derrota tem passado longe, ainda bem! Vou ali terminar de lavar a louça que ficou na pia depois que tentei passar um café, mas infelizmente não deu certo, porque a meia não filtrou bem, queimou o calcanhar, caiu em cima do meu pé o líquido preto, me assustei e chutei a porta do armário. Agora aqui estou com o esquerdo inchado, sem meia para usar e jarra de vidro suja para limpar.

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro.

 

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