GRÊMIO DE RESSACA JOGA MAL DE NOVO E GANHA SÓ POR 2 A 0

Calma, o Cozinheiro não enlouqueceu, até porque louco já o é (sempre foi).

Sabe quando viajamos com a mochila nas costas, sem rumo, caminhamos muito em trilhas, dormimos pouco (que saudade da adolescência antes de me internarem nesse Hospício), gastamos nossas energias por diversos dias, damos tudo de nós, mas chega aquele momento que estamos raciocinando menos, falando baixo e com o olhar cansado? Pareceu assim o Grêmio nesta quarta-feira (25), na estreia da Copa do Grêmio, quer dizer, Copa do Brasil, onde somos o líder do ranking da competição. Não estou criticando, calma, o Cozinheiro não enlouqueceu, até porque louco já o é (sempre foi). Mesmo abaixo de outros jogos, tivemos mais de dez finalizações, mais posse de bola no gramado pesado do Serra Dourada, na abafada Goiânia com um adversário a distribuir pontapés (como foi contra Cerro, Atlético-PR, Cruzeiro, Inter, etc, está comum). Everton e Luan nos deram a vitória. Poderia ser mais, verdade. Em contrapartida, seguimos com nosso arqueiro, Marcelo Grohe, sem levar gols a oito jogos. Que defesa impenetrável. Que defesa fez quando ainda persistia o escore de 0 a 0, no começo da etapa complementar.

Mas volto ao título (isso sabemos bem, mas me refiro à manchete) deste texto. O ‘joga mal’ está na cabeça de alguns comentaristas (e justinos de plantão). Primeiro tempo poderíamos até ter dormido, assim como nosso goleiro que chegou a tirar as luvas em dado momento da partida. Semanas atrás, neste mesmo espaço, sugeri que os duelos tricolores já começassem nos 45 minutos finais. Temos feito as vitórias, na maioria, nesse período. Isso é por diversos fatores. Preparação física de qualidade, concentração plena, paciência e persistência. Assim se formam vencedores, mentalidade competitiva até o último trilar do apito.

Nossa maratona ainda está na metade dessa fase de oitavas de final. Não caiam na esparrela da IVI que detona o Goiás e fala que é time batido. Mata-mata não tem isso e se não ficar esperto, a vitória pode ir para o outro lado (trocadilho ruim, sim, era para zoar o SCI que foi eliminado pelos baianos e tal). Bem verdade que poderemos fazer um time mesclado na volta, a fim de preservar os mais cansados, pois antes deste duelo, teremos três importantes partidas e logo em seguida, o reencontro com o ex-rival, na Arena, dia 12. Vamos passo a passo. Crise, sempre tentam criar. A de agora está no pênalti discutido entre Jael e Luan. Aliás, voltaram a falar mal do nosso 9. Esqueceram que ele deu a assistência para o primeiro gol. Cobrou uma falta rente ao poste e foi um pecado não entrar. Além de uma cabeçada e outra finalização de pé direito, tortas, verdade, mas comparecendo na área e auxiliando o grupo.

A luta continua, contra os oponentes, contra a IVI, contra tudo e todos (inclusive os Chocholas que corneteiam durante a transmissão). Que bom termos atletas que assumem a responsabilidade e pegam a bola para cobrar uma penalidade, ao contrário de pseudos-líderes que fingem lesão e pedem substituição para não ter que decidir algo. Ídolos e ídolos, cada um com seu cada um.

Agora é Botafogo. Sabemos que será sofrido novamente. Se vierem os três pontos, perfeito. Afinal, queremos ainda o Hexa, o Tetra, o Tri, não necessariamente nesta mesma ordem e buscaremos. Cada degrau de cada vez. Senão, o cansaço pega e não temos mais idade para isso, né? O Gui Zado aqui já passou dos 4.0 e o joelho não permite mais aquelas aventuras descendo o Morro do Siriú ainda não desbravado e nem asfaltado como agora, ou subir a Apamecor de bicicleta sem marcha, apenas para olhar o pôr-do-Sol do Guaíba. Saudades…

Para finalizar, o Grêmio é grande, o Grêmio é forte. Se jogarmos sempre mal assim como no Centro-Oeste e vencermos por 2 a 0, assino agora que quero. Que time. Que entrosamento. Que toque de bola. Que treinador, Renato “Mito” Portaluppi, nosso Alex Ferguson dos Pampas, que deem a ele contrato vitalício.

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro

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