FUTEBOL

Pela forma como eu vejo futebol, resultado é só uma das variantes. Performance sem resultado é ruim (mas deixa esperanças) e resultado sem performance é muito pior porque chega uma hora e desaba, não é sustentável. O contexto é também importante. Contra o Bahia, tínhamos somente Geromel em campo do time campeão da América em 2017. É muita mudança. Com Maicon e Luan fora perdemos 2 jogadores com poder de indignação. E JP não é o Luan, ainda não entendeu que o jogo não cessa no seu passe e que a intensidade de participação sem a bola é essencial. Luan faz o time jogar no jeito que nos acostumamos, a opção constante de passe e quebra das linhas de marcação abrem espaço para infiltrações e ultrapassagens que funcionam quando se tem a posse da bola. Numa fase ruim, foi líder em assistências e goleador do time (junto com Everton), isto numa fase ruim, ano passado. Ah mas o discurso do Renato… Nem o Renato se ilude, na real sabe que o time está devendo mas tem potencial. O time titular do Grêmio é muito bom sim. Mas o grupo, que todos (a grande maioria) enalteceram, tem peças que não funcionaram ainda e outras que tenho dúvidas hoje, mas ninguém desdenhou quando da contratação. Com tantas ausências o Renato bancou o discurso de que classificaríamos na CB e LA. E classificamos. Aí a importância do discurso, alinhado com os objetivos vai criando a mentalidade vencedora. Na volta desta parada da Copa América teremos o retorno do Alisson, Luan, Cortez, Kannemann, Paulo Miranda, Everton (se não sair), Matheus Henrique, Maicon e a chegada do David Braz. Este time não tem tudo para decolar? Algumas avaliações equivocadas começam a ser revistas (como Rodrigues na zaga) e outras ainda carecem atenção. Ah, tem que colocar a gurizada… Parte da nossa torcida é muito chata, vejamos: JP comprou um Porsche, usa bigodinho e vive nas redes sociais, é um mulambo, sem compromisso com o time. Luan é um bêbado, só quer saber da noite. Renato já deu, quer só praia. Perdeu a mão. Se tiver que depender do Pepê é melhor preparar a série B.  Tardelli é um fiasco (e o cara não jogou uma partida inteira ainda). E assim por diante, nada mais presta. Tudo é uma bosta. Futebol não se faz assim. Não tem como trocar um técnico e um plantel inteiro a cada crise, tem que se ter paciência e conhecimento para detectar o que deve ser aprimorado. Renato é teimoso (como todos os técnicos o são), mas não é burro. A linha entre a convicção e a teimosia é tênue. É preciso saber a hora de repensar. Esta parada tem tudo para nos fazer bem. Que façamos uso sabiamente deste período.

Sobre a influência do discurso na mentalização e alcance dos objetivos, a postura do departamento de futebol não me agrada, o único discurso forte é o do Renato. E ao meu ver não pode ser assim. Ele fica isolado, seja nas entrevistas ou enfrentamentos com a imprensa. Não tem outro que chegue junto com discurso forte, para reforçar, dar suporte e que seja para fazer cobranças e questionamentos internos.

Saudações tricolores

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: