Faltam 48 horas…

Todo o amor azul, branco e preto que tomará o Rio Grande e o mundo. Dá-lhe, Tricolor.
  Somos um time aguerrido e bravo. Temos virtudes e não terminaremos escravos. Sim, nossas façanhas servem de modelo à toda Terra. Reconhecem esses palavras, pois não? Exatamente é assim que todos os gremistas sentem-se hoje, domingo, 10 de dezembro de 2017, um mês final de um ano inesquecível.  As glórias da conquista da Libertadores ainda ressonam em nossas almas tricolores. Ainda estamos embevecidos pelos golos de Fernandinho e Luan na última partida, ou, ainda, os gols que vimos, no decorrer da competição, de Everton e Ramiro, entre outros. As defesas milagrosas de Marcelo Grohe, então? Goleiro hábil e identificado totalmente com o clube. Aqui no Hospício, frise-se, não admitimos que desdenhem ou falem mal do goleiro que nos acompanha há mais de doze anos e que é simbioticamente gremista.
faltam 48hs
Marcelo Grohe – Faltam 48hs
Não queremos aqui falar dos jogadores, mas do nosso sentimento pelo jogo – jogos, nosso instinto tem certeza disso – que virá(ao) é de intensa torcida e inesgotável esperança. Dia 12, às 15h, horário de Bagé, será o primeiro passo nessa luta pelo Mundial. Enfrentaremos o Pachuca,  um time em tese menos experiente, “de menor investimento” ou como queiram chamar. Nós aqui do Hospício somos loucos, mas não somos burros. Nós respeitamos nossos adversários. Se eles chegaram ao torneio, é porque merecem respeito e cuidado. O Grêmio jogará focado, com aquele futebol ágil e de primeira linha que nos encantou a todos e que nos deu a Libertadores. Em tese, é o favorito para a partida de terça-feira, mas esse favoritismo vem não do desprezo ao adversário, mas do tamanho e do peso  do Manto Sagrado Tricolor. Vem do fanatismo e do amor de nossa torcida, de vez que não há torcida mais fanática que a nossa em todo o planeta.
  O mundo, para nós, tem apenas três cores: azul, branco e preto. Estamos vivendo em função do jogo de terça – e, claro, o de sábado, mas somos prudentes e sabemos que temos de passar por um adversário perigoso antes de acedermos ao jogo mais importante. Ficamos pensando no jogo e no Grêmio, no uniforme, na maneira como nos vestiremos (nem todos poderemos estar com o manto Tricolor na terça-feira, mas já temos as idéias: uma gravata tricolor, um boton, uma camisa azul ou algo para dar a entender onde está nosso coração e mente) e como celebraremos. Nós estamos confiantes, evidentemente, mas não compramos o discurso tacanho que está povoando a imprensa da Província, de que o adversário de terça-feira é cusco agonizante e que o Real Madrid é o “pior da década” e que “não está dando valor à competição”.
  Balelas da IVI! Se o Real não fosse o Real e não estivesse dando importância, não teria enviado seus melhores jogadores, mas, apenas, um time alternativo. Os galácticos estarão todos lá. E esses jogadores, se D´s quiser, enfrentarão, no sábado, dia 16, o melhor Time das Américas, o Grêmio. E já sabemos que a noite de sexta-feira para sábado será mal dormida. O sábado especial começará com nossos torcedores indo para os churrascos que, certamente, serão feitos pelo RS todo (pelo Brasil todo, na verdade, porque aqui mesmo no Hospício temos internos de outras cidades brasileiras). Às 15h do dia 16, o silêncio se fará, os olhos atentos, os corações pulsando e disparados e que explodirão de alegria na hora do apito final quando, como desejamos ardentemente, for confirmada a vitória em cima de um dos melhores times da Europa. Esse é o nosso desejo. Nosso time tem, sim, capacidade técnica e tática para vencer a final, em chegando lá. Não morreremos na praia.
Nós não desprezamos adversários. Nosso técnico não deu e nem dará entrevista menosprezando o adversário da semi-final. Ninguém, entre nós, contará com o ovo ainda na galinha. Avançaremos um passo de cada vez. Somos tricolores, somos campeões atávicos e imortais. Insanamente gremistas e esperançosos. Estamos mortos de ansiedade para que se cheguem logo as datas dos jogos. Porém, como dissemos, uma passo de cada vez.
Para nós, então, faltam 48 horas para que fiquemos vidrados nas TVs ou rádios, todos já fizemos planos para não marcarmos reuniões ou darmos um jeito de, no trabalho, assistir o jogo e torcer apaixonada e loucamente. E quando conseguirmos ganhar, na terça, comemoraremos com toda a grandeza e direito por termos chegado à final da competição. Todo o amor azul, branco e preto que tomará o Rio Grande e o mundo. Dá-lhe, Tricolor.

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