ESTAMOS FARTOS

Estamos fartos da IVI.
Estamos até as tampas com a crônica esportiva gaúcha e sua falta de compromisso com a verdade. Suas distorções, crises criadas e falta de assertividade. Não fazem um mínimo de esforço. É uma maneira própria e que já conhecemos à exaustão. Vivem de suposições e achismos. Não acertam uma, mas seguem lá sendo pagos para eructarem sandices maniqueístas.
Um exemplo clássico, a criação de crises pela venda de jogadores. Praticamente todos os jogadores já foram “vendidos” e pouco importa, o negócio é inventar vendas subavaliadas para ficar reclamando que os valores são baixos, que o clube não poderá viver sem tal ou qual jogador; invariavelmente, o tal jogador essencial, meses antes, era um espinho no pé da equipe. Do atual elenco, só não foram vendidos pela IVI o Romildo e o Nestor Hein, porque o resto… E os justinos, ao lerem ou ouvirem aqueles “jornalistas” da IVI da Ipiranga, do Morro, do Centro ou da Orfanotrófio, ao invés de ignorarem, saem, histéricos, pregando o caos e vituperando contra o clube e seus jogadores, mesmo que o que acabaram de ler não faça o menor sentido, coisa que até uma tartaruga lobotomizada e com problemas cognitivos teria percebido.
Como não entenderam, ainda, que basta haver um bom momento no Grêmio que a artilharia dos cronistas isentos volta-se para a agenda de sempre: contratações, Arena, Olímpico, crise institucional e racismo? E se o momento é ruim ou de crise, o que acontece? Mais contratações, Arena, Olímpico, crise institucional e racismo . E estamos fartos dessas manobras rotineira.
Estamos fartos das tentativas de se criarem crises. Por exemplo, a mais recente, a questão lamentável e vergonhosa que aconteceu no jogo contra o Fluminense. Falaremos da imprensa. E o que ela fez? Tempestade, como de hábito, ao invés de apurar o ocorrido. Um deles, do alto de sua calva ignomínia, tuitou que não sabia o que tinha acontecido, mas achava que o Grêmio tinha errado. Como é a história? Um “jornalista” diz que não sabe o que aconteceu, mas, mesmo assim, acha errado! No melhor estilo, não vi e não gostei, confessou que agiu como comadre à janela e, mesmo assim, hordas de justinos tuítaram em concordância com essa excrecência mental lançada. Se bem que, combinemos, alguém que segue e lê o Lorde Varys da imprensa gaúcha não é lá alguém que se possa dizer de posse das faculdades mentais.
E teve a notinha interessante do Diori Acertou a Arbitragem (Pênalti para o inter) Vasconcelos, o Quase Quase, também tuitou, no melhor estilo caça-cliques, em tom de deboche, invectando algo como “depois, quem cria crise é a imprensa” sobre o jogo com o Corinthians e as reclamações corretas dos gremistas sobre a leviana atitude do Marcelo de Lima Henrique. É desse tipo de coisa que estamos fartos.
Estamos fartos. FogaçaBoy, o rapazote do algoritmo, aquele que não identifica torcedores, desde que os torcedores não identificados sejam aqueles que quebram vidros e joguem sal grosso, aquele que já disse que não é gaúcho e não se identifica com o estado, ganhou o troféu cara de pau da semana ao, depois de chutado da IVI da Ipiranga, tentar ser sarcástico por causa da manchete que a ZéAgá fez alfinetando os gremistas. A situação é tão esdrúxula que o autor da matéria, Felipe Duarte, tuitou dizendo que não escolhera o título, apenas escrevera a matéria e que a manchete era de responsabilidade da editoria. Logo depois apagou, mas Nossa Senhora do Print salvou. FogaçaBoy, para quem não lembra, é um arremedo que , certa feita, fez uma série de tuítes sobre a vida amorosa do Bolaños, chegando ao cúmulo de dizer que a esposa do jogador gostava de Porto Alegre, mas a amante não (ou vice-versa). Que absurdo! Quando foi motivo de opróbrio e foi afogado pelo volume da críticas, apagou o tuíte. Antes, no entanto, foi capaz de mais uma pérola, mandou que as pessoas “procurassem no Google”, como se isso o eximisse de qualquer coisa, demonstrando que o Sr. Pitaco tem mesma credibilidade de uma nota de 300 reais.
Em segundo, ele tuitou, novamente, chamando nossa torcida de racista. Ele, Bruno Rezende e mais uma série de jornalistas. Todos apontando o dedo acusador, chamando a todos os gremistas de racistas, dizendo que o julgamento acontecerá na sexta “pelos atos racistas da torcida”. Não há porque ficarmos discutindo isso, de tão abjeto que é, ou ficarmos deblaterando aqui. O racismo, a injúria racial e qualquer tipo de discriminação é errado e estúpido. Só que não aceitamos a pecha leviana, a generalização barata. O Grêmio é grande, o clube mais plural e inclusivo do estado. Somos a maior torcida do Sul do Brasil, com 70% da torcida no Rio Grande do Sul. Temos uma diversidade incomparável e que nos orgulha muitíssimo. O Grêmio já age institucionalmente há muito tempo contra esses falsos gremistas. É desse tipo de coisa que estamos fartos.
Notem – e não nos cansaremos de sublinhar – que execramos o racismo (e, cela va de soi, o racista e qualquer preconceituoso). Racistas não têm lugar na nossa casa. Somos o Grêmio de Bombardão, de Everaldo, de tantos torcedores e jogadores. Execramos, também, a leviandade clubística, o maniqueísmo tosco e a hipocrisia que tem dominado a discussão.
O Grêmio é maior. Nós somos o Grêmio. Somos, então, maiores! Somos todos Azuis, pretos e brancos, somos todos iguais e repudiamos não só o racismo mas, também, a generalização barata, o amálgama leviano e o pseudo-ativismo hipócrita. O racismo não pode ser relevado. Não se contemporiza com o crime e com a felonia. Racismo é crime e, como tal, tem de ser punido. Gremistas de verdade não compactuam com o crime. É inadmissível que, a esta altura, haja alguém ainda pactuando com idéias preconceituosas e racistas. Todos os humanos são iguais. Somos Gremistas, somos de todas as cores, raças e credos. Somos todos azuis, pretos e brancos.
Estamos fartos de Alano Quase-Nada, Batista Desmaiada e Julio Cesar Aranha Santos nas transmissões dos jogos do Grêmio. Um, mal disfarçando sua decepção e seu pouco entusiasmo quando marcamos gol. Outro, invariavelmente ensinando o adversário e minimizando tudo o que acontece contra nós. O terceiro, inventando cretinices para perguntar aos jogadores e servindo de linha auxiliar aos criadores de caso. Estamos fartos de ver Diogo Pipoca na bancada do Redação SporTV desancando o Grêmio. Estamos fartos, portanto, do canal não ouvir as queixas da torcida gremista e insistir no erro, desrespeitando-nos, portanto.
Estamos fartos de ver as previsões e cálculos furados, a torcida invariável pelo adversário nosso. Estamos fartos, amigos, disso tudo. Estamos fartos, enfim, deles terem de criar crise a qualquer custo e pior é haver gremistas, insistimos, que compram essas idéias estupidamente isentas. Não queremos uma imprensa azul. Não queremos outro erro. Queremos tão-somente uma imprensa que diga a verdade.

Um comentário em “ESTAMOS FARTOS

  • 22 de maio de 2019 em 08:54
    Permalink

    O “caso do racismo contra o Fluminense” é um absurdo. Quem filmava era a TV Fluminense, não foi filmado ninguém praticando o ato e tudo não passou de uma palavra dita ao fundo da filmagem. Mas será que não há ninguém para contestar este absurdo? Em casa, com software free eu consigo colocar uma palavra ao fundo. Se for a TV Grêmio lá no BRio e acontecer a mesma coisa vão processar o Inter?Pois é…

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