Empatamos. Seguimos invictos.

Antes ainda do final do jogo, já havíamos nos reunido nos Estúdios Vitório Carlos Píffero para o Recolhendo os Trapos. Eu, Cavalcante, Paulo Egídio e Phelipa. Tínhamos combinado de assistir o jogo no Hospício, acompanhar via Grêmio Rádio e aproveitar para discutir algumas impressões sobre o grupo de jogadores que o Grêmio vem montando. Como de hábito, passei pela cozinha, o Gui Zado não estava, e dei de mão em algumas long necks, bem geladas para assistir o jogo. Ainda irritado com a arbitragem fomos para o RT.

O Gauchão é um campeonato onde as regras do jogo tem livre interpretação e invariavelmente pendem para um lado. Sempre. O Grêmio, o time menos faltoso e que menos levou cartões no campeonato, pois JOGA futebol, busca jogar e vencer sempre sem praticar o anti-jogo como estratégia de enfrentamento, teve um jogador expulso num lance que se ele não pula, corria risco de séria lesão. Capixaba levou erroneamente um amarelo no primeiro tempo em confusão iniciada pelo Leandro Leite. E o arbitro “interpretou” simulação num carrinho no ar, que se pega a perna do jogador no chão, faz um estrago. Segundo amarelo e vermelho por consequência. Ouso dizer que o juiz Jonathan Pinheiro se candidata a árbitro no Grenal.

Sobre o jogo, o Grêmio não mostrou o bom futebol que vinha jogando mesmo com o time alternativo. Eu esperava mais. Algumas coisas ficam evidentes e servem para conclusões: Rômulo e Michel são do mesmo lugar. Se sobrepõe e acabam truncando o jogo. Acho Rômulo um bom reserva para o Michel, um nível abaixo talvez, mas mesmo assim bom para grupo. Qualquer um dos dois com Matheus Henrique (que foi poupado) funcionaria melhor. Ontem nos fez falta um volante/meia mais passador, que melhorasse a saída de bola e opção de passe. Quando jogarmos com Capixaba, precisaremos muita atenção para cobertura pela esquerda. Montoya, deslocado, ainda carece de mais entrosamento e ritmo de jogo, mas é um jogador que será utilíssimo na temporada. Jean Pyerre acerta cada passe que é impressionante, se melhorar um pouquinho a intensidade de recomposição e participação no jogo sem a bola vira craque. Contra o Brasil ele deu duas pifadas para o Pepê de tirar o chapéu. Sobre o Pepê, é jovem e tem potencial. “Ah, o Pepê perde muitos gols!” Perde, mas prefiro um atacante jovem e com potencial que apareça na cara do gol constantemente (reparem nas infiltrações rápidas e a opção de passe que dá para quem está com a bola) e acabe perdendo tentos do que um atacante que nem chance consiga criar. O Pepê vem na mesma trilha do PR32 e Everton: lembram como os dois apresentavam problemas de conclusão? E como se apresentavam ao ataque sempre aparecendo na frente do goleiro adversário? Questão de tempo, treino e maturidade até o Pepê ter tranquilidade para tomada de decisões sem afobação. Vejo muito potencial.

Apesar da frustração com o empate, seguimos invictos no Charmosão. Entra ano e sai ano e as reclamações seguem as mesmas no certame. Além da arbitragem, este ano armaram uma tabela onde o Grêmio vai a Pelotas duas vezes para enfrentar Brasil e Pelotas fora de casa enquanto o inter recebe ambos no brio AG. Pois é.

Saudações tricolores

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