E SE TUDO FOSSE AO CONTRÁRIO?

Pois é…e se tudo fosse ao contrário?
Se o pentacampeão Mundial fosse o Uruguai ao invés do Brasil? Se Judas tivesse sido o crucificado e Jesus o traidor?
Se os romanos tivessem incendiado Nero ao invés de Nero incendiar Roma?
E se a neve fosse quente e o sol gelado?
Questões simplórias, que pouco ou nada acrescentam à primeira vista. Mas e se em 2019 tudo tivesse acontecido ao contrário?
O cenário é esse: o Grêmio passou pelo “Athletico”, sem dificuldades. Ceni montou uma defesa aliada a um super-contra-ataque, que neutralizou o ex-tradicional-rival, Thiago Neves meteu no contra-ataque e converteu o último pênalti. Final copeira, Grêmio x Cruzeiro, na Copa do Brasil.
Em outra dimensão, o clube do terreno doado reverte o 2×0 contra o Fla de Jesus (que fugira da cruz em detrimento a Judas) e ganha nos pênaltis, com o último deles convertido pelo “I-love-to-look-at-Guerrero’s-legs”. Acontecimento esse transcorrido pouco mais de 24h após nossa eliminação para o Palmeiras, do multicampeão Felipão, que seguiria no cargo graças ao feito.
O “sorteio-nada-armado” nos põe como mandantes da segunda partida da finalíssima da Copa do Brasil, e daqui duas semanas já poderíamos comemorar o Hexa (ou não, mas hipoteticamente…).
Pois bem.
Lá, naquela outra dimensão, um clube com todo o respaldo de todas as entidades do planeta enfrentando um Palmeiras (ainda com Felipão a trancos e peraus) “fortalecido pela passagem à semifinal” (balela), mas cujo Império ruirá a qualquer momento, talvez ainda nessa semifinal.
Imaginaram os cenários?
Então vou dizer o que penso. Quem está fazendo um baita auê pela possibilidade dos vermelhos ficarem a três Copas do Brasil de se igualar ao Imortal (não ganharam ainda), deve lembrar que esses mesmos devem estar apavorados com a possibilidade real do Grêmio vencer sua quarta Libertadores, e entrar em um Mundial com condições melhores de levar o caneco do que o de 2017. Final única contra um argentino, longe dos seus domínios, aonde costumam ser matreiros, com hinchas a plenos pulmões e pernas bambas da arbitragem.
Ah, e o fim do “Intercontinental não é Mundial”, embora pra nós e pra Fifa não faça a menor diferença.
Mas e se tudo fosse ao contrário??
Ah…vou deixar essa bronca pra quem está ali, no fundo do lado obscuro da gangorra, buscando desesperadamente uma igualdade que jamais se concretizará.
Puxa vida…que bom que tudo não aconteceu ao contrário!

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