É campeão…

Nem sempre há justiça no futebol. Ontem houve. Ganhou o melhor time do campeonato e das finais. Ganhou quem quis jogar futebol e não apatifar. Ganhou a melhor defesa da história do Gauchão, com UM gol sofrido. Ganhou o único time invicto do campeonato. Ganhou o time que calou a torcida do Beira Rio.

Não está em nenhum lugar das regras do futebol que o time pior não pode ficar atrás, ‘especulando’, enquanto o melhor, que tem a obrigação de ganhar, ataca. Faz parte do jogo, o Grêmio fez isso várias vezes durante a sua história, até ganhou títulos com times bem inferiores. O que causa espanto é o SCI fazer isso e ainda manter o nariz empinado, se sentindo superior, como se ainda estivesse no segundo semestre de 2010 e estivesse prestes a jogar com o campeão da África, o Mazembe, para decidir o título mundial com a Inter de Milão e passar o Grêmio em títulos mundiais. Essa fase passou há 9 anos, a realidade hoje é bem diferente… mas os dirigentes, torcidas e jornalistas vassalos parecem seguir nesse lugar imaginário. Deixa eles lá.

É um título de vários heróis. Paulo Vítor, o novo ídolo da torcida, que começou o ano sob desconfiança e acaba o Gauchão afirmado, ainda mais depois de pegar três pênaltis. Matheus Henrique, reserva em janeiro, titular absoluto em abril. André, que começou o ano de reserva do time reserva e acaba o campeonato como titular e autor do gol do título. Jean Pierre, outro que começou o ano como reserva e acaba o campeonato como titular. Marcelo Oliveira, cuja zaga acaba o campeonato com um gol apenas tomado, e cuja comovente comemoração, do hospital, comoveu todos os gremistas.

Cláudio Cabral sempre chamou o campeonato gaúcho de engana bobo. Concordo. Não dá prá achar que tá tudo bem, temos um resto de ano duríssimo, precisamos de pelo menos dois zagueiros prá encarar nossas competições. Mas o mesmo Cabral também dizia que a única coisa pior que ganhar o ‘Entrevero Pampeano’ era perder. Concordo de novo. Contra o colorado eu quero ganhar sempre. Jogo que não vale nada, amistoso, partida de bocha, de bolita… uma final então? Eu quero… É hora de comemorar. Solta o grito da garganta: É CAMPEÃO… É CAMPEÃO…

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