DIOGO PIPOCA LANÇA CANDIDATURA À CÁTEDRA DE “TUDÓLOGO” DA IVI

Recebi de gente amiga o fac-símile de uma página inteira (!) do Ipiranga News – como é chamado o principal jornal da nau capitânia da IVI pela Inteligência Artificial que edita o blog Manchetes da IVI – assinada por Diogo Pipoca. Acompanhava a remessa um singelo e cortês pedido: “por favor, podes me ajudar a entender o que ele quis dizer com este texto?”.

Eis que me vi diante de um sacrifício iminente, mas amigo é para essas coisas.

Desde o título grandiloquente – “A gênese dos campeões”, até a foto e legenda escolhidas pelo editor (?!), o primeiro desafio foi tentar identificar qual a relação entre os fatos e argumentações (!) apresentados com aquilo que, supostamente, o autor pretendeu concluir.

Diogo Pipoca faz um vertiginoso glissando (termo utilizado em respeito à seção musical do currículo de DO) iniciando pelas características das eleições dos EUA, passando por jingles de campanhas eleitorais no Brasil, frustrações políticas e corrupção até que se conclui em stacatto, com as sílabas da sentença: “Mas e um time de futebol?” e, assim, cria um plot twist no texto, como se faz nos roteiros de séries de TV por streaming.

Como a última palavra antes da guinada no texto foi “corrupção” e a última da pergunta destacada “futebol”, o que esperaria ler a seguir um leitor do extremo sul do país?

Nada disso! Nem pensar!! Nenhuma referência, ainda que indireta, ao maior escândalo, cuja investigação e processos judiciais estão em pleno desenrolar no entorno do Viaduto Mazembe, na zona sul de Porto Alegre.

Nadica de nada!

Depois disso, o leitor atento é obrigado a chafurdar num cipoal de temas distintos, pinceladas esparsas de reiterações, platitudes e artifícios para garantir cliques na versão digital, tais como o incêndio no alojamento do Flamengo; o Fla-Flu mais recente; o scout da partida; uma analogia com corrupção política (!) no RJ e um enfático elogio ao técnico do Fluminense, mais adiante criticado pela falta de pragmatismo.

Tudo isto seguido de uma série de negações daquilo que podia ter sido entendido até então a respeito de gerações diferentes de treinadores de futebol. Na brilhante definição do próprio autor: “Uma conversa que parece o cachorro tentando morder o rabo”.

Finalmente, que ninguém é de ferro, Pipoca cita Mano Menezes, Renato e Felipão – Abel Braga, de 2006 naturalmente, já tinha sido elogiado no corpo da maçaroca para dirimir qualquer dúvida sobre uma eventual crítica sutil ao desempenho dele no atual Flamengo – para, então, encaminhar o gran finale de seu concerto de letras.

Diogo, de forma generosa, desmonta a própria catedral intelectual recém-concluída, para contemplar seus leitores com uma tese irretorquível e de uma sensaboria que, é muito provável, será difícil de superar-se em muito tempo: “Os vencedores de 2019 serão times com técnicos de ideias claras.

É inegável que este novo êmulo do impagável Schoppenhauer Coimbra, ao escrever este tratado dedáleo fez um notável esforço para justificar o título pretendido de “tudólogo”.

Diogo Pipoca gastou um espaço precioso e enorme do periódico de maior circulação no estado para dizer, sem dizer, que a batata do ‘maionese gente boa’ da orla do Guaíba está quase no ponto para ser servida à alcateia de hienas indignadas e ressentidas da IVI, lideradas por Justo Guerra, o Rubicundo.
Mário Antônio

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