Dias de Paranoia

Nesses últimos tempos a IVI anda em surto.

Uma das grandes felicidades do Ricardo Wortann RW ao criar o termo IVI foi personificar algo que existia e podia ser sentido por todos os gremistas, que não sabiam nomear o que era. Todos já tínhamos sentido um certo teor colorado nos jornais e rádios locais, já sabíamos que isso existia, mas não conseguíamos nomear o que era.

Nesses últimos tempos a IVI anda em surto. Algo está muito errado quando o time é mais respeitado no centro do país do que aqui, quando as emissoras com sede no Rio e em São Paulo tem mais coisas positivas a falar sobre o time que as nossas. Isso pode ser percebido de maneira mais nítida nos programas da Sportv, em especial quando os especialistas da mesa chamam os locais para participar. Invariavelmente o Grêmio é achincalhado por Diogo Pipoca os Mauricio Sablé Pissé, e defendido por algum paulista ou carioca. Eles já deram o título da Recopa para o Independiente, falaram da decadência do Grêmio, do desmonte do time, torceram para o rebaixamento no Gauchão, chamando isso de o maior vexame da história do time… e adivinha se eles não louvam o colorado até nas derrotas, se eles não ficam elogiando a técnica e o aguerrimento colorado em detrimento aos defeitos no time do Grêmio que só eles vêem… seguem na bolha…

Podemos presenciar também a eterna falta de paciência deles com os jogadores que desembarcam no nosso lado. Ninguém esquece, por exemplo, que Forlan ficou um ano e meio se adaptando ao time, com a complacência dos jornaleiros. Mesma coisa com Nico Lopez e Seijas, que estão sempre se adaptando, se acostumando com o modo de jogar do time, mesmo com um ano e meio de casa. Já os nossos jogadores… Madson foi carimbado com a marca do ‘não deu certo’ após um par de jogos com o time reserva, e UMA partida com os titulares. Uma. Alguma palavra deles agora que ele está se adaptando e melhorando a cada jogo, descobrindo qual a mecânica do time e como se encaixar nela? Não…

Outro caso emblemático foi a eleição dos melhores jogadores do ano pelo jornal El País. Ninguém esqueceu como foi o ano de 2010, quando um certo time vermelho da capital ganhou a Libertadores e teve um argentino chiliquento eleito para tal prêmio. Fogos de artifício, louvações, entrevistas em todos os programas possíveis, perfis até no caderno Donna de Zero Hora… pergunta, esse ano Luan foi escolhido o Craque da América, praticamente todos os jogadores do time foram citados pelos técnicos consultados pelo jornal… qual a repercussão disso na mídia local? Nenhuma… publicaram a foto de Luan com o troféu, mas nada de dizer que Arthur foi o terceiro colocado nessa votação (descobri esse ‘detalhe’ lendo o jornal)… e somos paranoicos quando falamos em IVI…

Por fim… uma chacrete colorada andou contestando o belo trabalho do Leo Gerchman via twitter. Em seu livro ‘Somos azuis, pretos e brancos’ Leo prova, através de documentos e fotos, que nunca houve racismo institucionalizado no time, ao contrário do que informou a propaganda colorada desde os anos quarenta. Qual a prova dada pela chacrete contra o trabalho sério de Leo? Uma faixa de torcida organizada, além de chingamentos gratuitos. A única coisa boa desse incidente foi mostrar o nível de insignificância desse ser. Repercussão nenhuma, defesa só da ala juvenil da IVI, se desculpando pela cafajestada do mestre… será que ele quer contrabalançar ter sido processado por nosso ídolo Vittorio Piffero e quer ser processado por um gremista também? Só o tempo dirá…

2 comentários em “Dias de Paranoia

  • 6 de março de 2018 em 09:26
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    Parabéns pelo Espaço e pelas postagens.

    Essa história de racismo institucionalizado é coisa da agenda negativa da IVI.

    Mas esperar coerência e decência deles é inútil. Lembro que na época da construção da ARENA o Capital tucano bradava aos 4 ventos que nossa casa estava sendo construída “sem projeto arquitetônico” (eu sei que chega a ser risível…mas no desespero…qualquer coisa que denigra o grêmio serve).

    Já entrevistaram até a avó do Leandro CNH…mas esqueceram de noticiar o que a família do Andrézinho achava dele ter fugido sem socorrer a vítima que atropelou. Sem falar que o fato, sem repercussão alguma, só veio a público após as finais do ruralito…para não prejudicar o ambiente no clube..e por aí vai.

    Parabéns e sigam firmes na luta contra a IVI.

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    • 6 de março de 2018 em 16:16
      Permalink

      O Capitão Rech disse que a Arena cheirava a esterco, e prognosticou que como o estádio era longe nunca haveriam mais que cinco mil pessoas por jogo. Acho que errou…

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