Diagnóstico da Partida: Estudiantes 2×1 Grêmio – Libertadores 2018

Se o Grêmio que jogou ontem em La Plata fosse um paciente aqui do Hospício, não seria muito difícil dar um diagnóstico sobre a sua saúde. Os sintomas parecem ser bem evidentes e o tratamento por vezes parece óbvio. Mas, como não se trata de uma patologia, deixemos a medicina de lado e vamos a algumas análises pontuais do jogo:

O Tricolor foi superior em todas as estatísticas da partida, só que estatísticas não ganham jogo.

Luan vem fazendo bons jogos, mas abaixo do futebol que lhe rendeu o título de “Rei da América”. E essa queda de rendimento do nosso 7 pode ter contribuição significativa da nossa meia-cancha. E aí começa o primeiro ponto.

Como citado mais cedo pelos nossos internos do Hospício, Luan rende mais flutuando entre as linhas de marcação. Cícero não tem a mesma intensidade do Arthur e tampouco fecha os espaços como ele fazia. O resultado disso é um meio campo sobrecarregado, lento, ineficiente na marcação, que acaba expondo a defesa e comprometendo o jogo e a criatividade essencial do nosso capitão Maicon, que erra mais passes do que o habitual. As trocas rápidas de passes e as triangulações que estamos tão acostumados a ver, pouco acontecem, e Luan acaba voltando muito para buscar a bola, o que afeta o seu rendimento na partida.

Outro ponto foi a ausência da nossa lateral esquerda titular. Pepê foi escalado para manter as mesmas características do Everton. Fez uma partida sem comprometer, mas sentiu o peso do jogo. Já Marcelo Oliveira vem mantendo uma certa regularidade com a sequência de jogos, mas ainda é insuficiente. E por ter características mais defensivas em relação ao Cortez, subia muito pouco, e a lateral esquerda, além de lenta, pouco contribuía.

Por fim, André, que teve três ótimas chances de marcar e mais uma vez não obteve sucesso. Assim, analisando a mecânica atual do time é evidente que Jael, mesmo com menos qualidade técnica do que o André, porém com mais presença física, vem contribuindo mais. Flutuando entre os zagueiros, ele obriga os mesmo a recuar, favorecendo o jogo do Luan e dos pontas, que podem então, trabalhar melhor a bola e encontrar espaços na defesa.

Somando a todos esses desajustes ainda temos o polivalente Ramiro rendendo muito pouco e até o Geromel, sim acreditem, cometendo algumas falhas.

Em resumo, um Grêmio bem abaixo em relação a si mesmo e pouco competitivo, caindo fácil na catimba do adversário.

Apesar de tudo, estamos vivos! E mais do que um resultado simples e extremamente possível de reverter, precisamos de um Grêmio que ajuste as peças e reencontre o seu equilíbrio. O pesado mês de agosto só está começando. Largamos atrás, porém temos todas as condições de virar esse jogo.

Um grande abraço da Dra. Rosalinda. Dá-lhe Grêmio!!!!

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