DEVANEIOS EM SALADA DE FRUTAS: O GRÊMIO É BI DA RECOPA!

Existe um capitão no Rio Grande do Sul que levanta Taças.

Ontem à noite e começo da madrugada foi complicado. Não houve transmissão em TV aberta, porque a emissora aquela prefere assumir seu lado alvirrubro a passar uma partida do MAIOR VENCEDOR DE COPAS DO PAÍS, fiquei na minha cozinha aqui do Hospício apenas no Radinho, narração dos parceiros da Grêmio Rádio Umbro. E que sufoco, minha gente, pois sem imagens da Fox Sports, porque nosso receptor quebrou e a antena do satélite enferrujou, a desgraça dos pobres que não receberam alvará para comparecer na Arena e precisaram manter o estabelecimento funcionando era altamente proporcional à certeza da vitória. Entre um lance e outro, comecei a pensar, após a terceira cobrança de pênalti, aquela, do Jael. E fui indo até a defesa fantástica do Eurico Mazaropi de Deus Grohe. Aos devaneios.

Existe um capitão no Rio Grande do Sul que levanta Taças. Existe outro que grita, esperneia, fala fino e só dança vanerão. Existe um treinador que é ídolo, que ganhou como jogador e na casamata, fala fácil, inteligente e perspicaz nas entrevistas, além de Rei do Rio, nas areias de Ipanema. Existe outro treinador que vai para Europa fazer fotos com Neymar, busca especialização de dois dias na Sapucaí sem saber sambar e se atrasa para os compromissos. Existe um presidente altivo, cortês, austero e vencedor. Existe um presidente que leva vaca na Guarda do Embaú, segura até a última ponta e se envolve com meios escusos. Por fim, existe uma torcida de verdade e uma torcida de mentira.

Desde o final de 2017, aqui, neste espaço, você leu que queríamos a Recopa, que ganharíamos a Recopa e, em nenhum momento, desacreditamos do elenco, da comissão técnica e da diretoria. Um trabalho que vem de algumas temporadas, crescimento jogo a jogo, passo a passo, para ter uma sustentabilidade dentro e fora das quatro linhas. E o Grêmio está assim. Ontem à noite, deu mais um importante salto para ali na frente ser autossustentável, apesar de todos os problemas passados. E mesmo com isso, justinos enraizados em pensamentos esdrúxulos, consumidores da mídia alheia, insistem em preocupar-se com o desnecessário e, pasmem, dizer que trocariam campeonatos por ingressos gratuitos e regalias arcaicas. Quem está acima de tudo é a entidade. E esta, bom, esta segue a levantar troféus.

Foto Lucas Uebel/Grêmio

Incrivelmente, no hiato de sete anos que o lado de lá nada vence para a noite de 21 de fevereiro, fosse uma bolsa de valores, a desvalorização indexada na Recopa daria uma quebra, estilo 1929, incrível! Quer dizer, apenas para estes incautos perseguidores do Tricolor, porque jornais da terra do Independiente, o heptacampeão da Libertadores, valorizaram seus esforços, mas reconheceram o poderio gremista. A essência em falar mal está acima do lado positivo e preferem valorizar o quanto correu o Garnizé em um jogo qualificatório de Copa do Grêmio (ops, do Brasil), diante do varzeano Clube do Remo, lá no mesmo estádio que outrora um cheque bateu e voltou, vide Arthur Tourinho, do que salientar que NINGUÉM TEM MAIS títulos que o Grêmio nos últimos anos.

Foto Lucas Uebel/Grêmio
Foto Lucas Uebel/Grêmio

A chamada para esse texto, não é à toa. Enquanto tentava cortar uma maçã aqui, misturar com uma manga, descascar uma banana, abrir um coco e usar o suco da melancia para dar sabor, de loucura em loucura, buscava uma razão para tanto descrédito. Não encontrei mais do que a palavra inveja. Em tempo, o Grêmio só é Bi da Recopa e não Tri, porque em 1983, quando conquistou pela primeira vez nossa América, esta competição inexistia. Batam palmas para o Grêmio.

Um abraço, Gui Zado, o Cozinheiro

Foto Lucas Uebel/Grêmio
Foto Lucas Uebel/Grêmio

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