Crônica de uma morte anunciada

Chico Super Star

Final da Libertadores de 2017: aquele clima fúnebre na Rádio Gaúcha, os repórteres tentando descobrir fazer o que podiam prá diminuir nosso título, cansados de ‘lembrar’ que não tínhamos jogado com nenhum time ‘grande de verdade’ (regra inventada por eles mesmo que não se aplicou em 2010, quando o colorado ganhou nas mesmas circunstâncias, por sinal jogando a primeira partida final de tênis, num gramado sintético)… e daí chega um momento eureca: o repórter faz uma voz grave e nos informa que o fato do Grêmio jogar a final do Mundial Interclubes é ruim, pois vai prejudicar a preparação para o próximo Gauchão. Orgulho na redação: eles tiveram um momento eureka, descobriram como vão nos atazanar nos próximos meses. Dever cumprido na IVI.

A fascinação da mídia gaúcha com o Gauchão tem nome e sobrenome: Francisco Novelleto, superstar de nossos veículos, patrocinador de programas de rádio, jornadas esportivas e salmões. O homem com licença para ser o patrão eterno do CTG, ops, presidente vitalício da Federação Gaúcha de Futebol. Essas federações servem somente para duas coisas: votar na eleição da CBF e parasitar os times grandes. O que dizer das reportagens que aparecem de tempos sobre os coronéis do futebol? Falam de qualquer lugar do Mampituba prá cima e convenientemente ‘esquecem’ da pátria farroupilha, aonde temos o mais longo reinado entre os coronéis do futebol.  Ainda mais se somarmos a gestão anterior, aonde 9letto era vice.

O Grêmio é uma das duas maiores torcidas do estado (estou dando de barato e sendo politicamente correto, é só ver as pesquisas prá vermos que somos mais que isso). Representou o continente no Mundial Interclubes. Deveria ter tratamento especial de sua Federação, não? Pois é. Foi ‘premiado’ com o ‘privilégio’ de entrar em campo vinte dias depois da final. A arbitragem segue a mesma dos anos anteriores: em quatro rodadas já tivemos gol de mão, pênaltis absurdos (sempre em favor do mesmo time vermelho), escretes com licença prá bater nos azuis sem serem incomodados… eu adoraria vencer um gauchão com o time reserva, tenho ótimas lembranças do Gauchão de 1995… mas assim tá impossível. O time teria que jogar muito mais que os outros para ‘prevenir’ faltas mal marcadas, gols anulados e incidentes assim.

A solução foi dada por alguém do twitter (esqueci o nome da fera): da próxima vez que ganharmos a Libertadores (algo que espero que aconteça num futuro breve) enviamos o ‘time de transição’ para jogar o Mundial Interclubes e deixamos nossos titulares treinando para o próximo Gauchão. Será que isso vai aplacar a fúria dos setores insatisfeitos com nosso rendimento irregular no nosso jurássico campeonato?

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