Chegou o Dia do Gre-nal e Não Há Nada de Novo Sob o Céu do Rio Grande (de novo)

O ruralito não nos importa, mas queremos, sim, uma vitória hoje porque sempre é especial ganharmos.

Há que se ter grande paciência para ser gremista. É difícil. Mais difícil que nadar de poncho contra a correnteza e, assim, com a IVI mais alvoroçada que galinhas velhas quando chega galo novo ao galinheiro, eles foram pródigos em invenções, distorções, invenções, ilações e todos os outros ões possíveis, impossíveis, imagináveis e inimagináveis no solo da Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve! Logo, nada há de novo sob o céu do Rio Grande. Certo, eu sei que já usamos esse idéia antes. E acaso há coisa nova que a IVI faça?

Insistiram durante toda a semana que estávamos em crise. E nunca estivemos. A palavra deles, porém, tem mais força e valor que a verdade e que o sentimento de milhões de gremistas. Sim, porque insistem em um valor que o jogo de logo mais não tem. Não sabemos qual será o resultado, mas temos a convicção de que teremos uma boa partida e que nos apresentaremos bem.

Olhemos pelo lado técnico e tático. Temos muito mais time. Sim, nosso elenco é muito superior. Não tenho dúvidas de que enfrentaremos uma retranca gigantesca e uma violência descomunal que não será reprimida pelo Jean Pierre Lima, com VAR ou sem VAR. Até porque, Srs., ele só chamará a assistência do var se o quiser. E ele não há de o querer. Vamos mais além: só o chamará em lances duvidosos contra o Grêmio. Será a consagração dos erros humanos das arbitragens da FGF, aquela federação cujo presidente prefere o corrupto ao incompetente. Diga-nos com quem andas e dir-te-ei quem és.

Estávamos, porém, em digressão e afastando-nos do assunto. Tornemos a ele. O Grenal será um jogo duro, sabemos disso. Como sói acontecer, a despeito de termos jogadores muito superiores ao plantel dos capinchos, os isentos torcedores que compõem a imprensa gaúcha, ainda sob o efeito da sumanta que tomaram do Renato na entrevista de quarta-feira, abespinharam-se porque eles não suportam ser chamados de isentos, e resolveram fazer uma enquete. Curiosa coincidência, a pauta de quase todos eles foi idêntica durante a semana (não, Srs., não há uma agenda que eles seguem, isso é paranoia nossa, apenas uma coincidência alvissareira). A enquete sobre jogadores, por exemplo, foi comum em vários programas. E que surpresa! O que concluíram? Que os jogadores do inter e do Grêmio são parelhos. Ah, por favor! Lomba igual? A quem Cuesta seria igual? Só se fossem iguais, respectivamente, às balizas e ao Cone de treinamento, porque, sinceramente, recusamo-nos a colocar o nome deles ao lado dos jogadores de verdade, maiúsculos, campeões da América! Isso só demonstra a grandeza nossa e a miudeza deles. Só que, para a imprensa de lá (vermelha, bem claro isso), eles estão em um bom momento e nós em crise profunda. A profundidade da nossa crise está na Taça que já trouxemos para casa em 2018 e que eles tentaram desesperadamente apagar.

E eis que passaram a semana abrindo os microfones para os dirigentes vermelhos eructarem toda a sandice necessária. O presidente deles falou em vitória histórica e “desclassificação nossa. Imediatamente esse passou a ser o mantra. Ora, Srs., que mania exasperante deles de quererem impingir-nos uma idéia de que esse torneio teria importância e que estaríamos preocupados com isso? Pouco se nos dá o Ruralito – e respeitamos quem pensa diferente -, mas o único temor que temos nesse torneio é perder algum jogador importante para a violência vermelha. Esse é o temor que temos: os frustrados vermelhos partirem para a pura agressão com o apoio do árbitro humano da FGF! Eles não têm caráter e, por isso, não podemos bobear. Repitamos, Srs., não nos importa uma pelota o Gauchão.

Façamos, porém, uma paradoxal ressalva: o ruralito não nos importa, mas queremos, sim, uma vitória hoje porque sempre é especial ganharmos dos colorados, principalmente porque jogamos contra treze, não onze. Porque haverá aquele sabor especial em ganhá-los no jogo inventado como importante, dado o tal 400o jogo do Chica Chilique. O jogo que foi sem nunca ter sido servirá para uma lição ao Garnisé Mimimi e, desta feita, todos unidos pelo Tricolor, todos juntos para vermos o sepultamento capincho após o minuto de silêncio shhh.

Vimos durante a semana o Benfica dizer que fazíamos contas para escapar do confronto com o binter. Vimos Zini falar em crise… Só não os vimos falar a verdade: que todos os gremistas gostam – e muito – de ganhar, principalmente grenais. No entanto, nesse caso específico do jogo de hoje, sabemos que jogamos contra um time mais fraco mas que terá como principal tática de jogo o árbitro correndo enfiado pelo meio e os bandeirinhas dando cobertura pelas laterais. Daí não é que inviabilize, mas dificulta um bocado.

E tivemos também a semana pródiga em comentários do Jabba. O Pedro Denardin é uma pessoa de alma carcomida pelo amargor de seus reiterados fracassos pessoais e profissionais. Sob sua batuta, o Sala de Redação transformou-se no patético Parque dos Dinossauros vermelhos, exsudando isenção… Legado não sabe fazer UMA análise tática, mas de estratégia, entende, eis que colou seu destino ao de Novelletto, seu chapa nas tertúlias noturnas… Pedro Legado, assim, é o assessor vermelho isento e anti-gremista por excelência. É hoje o ignóbil líder da facção da Ipiranga.

Legado está para a IVI como Jabba, the Hutt, está para Tattooine. Não há o que ele não faça… Quando Novelletto foi pego naquele vídeo especial em que celebrava, desvairado, o gol e a passagem de fase do time do coração, fez questão de franquear os microfones ao Imperador Palpatine da Federação Gaúcha numa manhã de domingo. Deixou que ele falasse à larga, sem interromper ou contraditar, sem fazer perguntas… apenas assentia, embevecido. O mesmo Legado fez com os advogados gritões do inBer e com Ibsen Anão do Orçamento Suáte Pinheiro. Acaso isso é jornalismo? Não, o dócil (para assuntos intra-facção) legado, um leão no Twitter contra os que o contradizem (ele comporta-se como líder de organizada), está sempre com a dele virada para cima quando se trata de assuntos colorados. E segue o baile.

Em relação ao Grêmio, Peter Potamus Legado faz do anti-gremismo uma profissão de fé. Duvidam? Enumeremos: Peter Griffin Denardin apoiou incondicionalmente as atitudes anti-jurídicas do MP, ficou incondicionalmente ao lado sem analisar o maniqueísmo apresentado, foi aquele que entoou o hino do Fluminense durante o Sala, quando saiu o adversário do Grêmio na Copa do Brasil em 2016. Foi o que apresentou A cara de enterro no momento de nosso gol na Arena, na conquista da mesma Copa do Brasil. Foi aquele que, na final da Libertadores, foi ofensivo à instituição Grêmio porque o Grêmio resolveu colocar a boca no trombone e reclamar da questão do árbitro argentino no VAR da final. Foi o que sistematicamente condenou o Grêmio pelas denúncias sobre arbitragem. Foi o que disse que o Grêmio só enfrentava times fracos na Libertadores, desmerecendo o título nosso. Foi o que chamou Romildo de Leviano. Foi o que previu a “derrocada de Luan”. Foi o que ofendeu o Miller… é um conjunto de provas mais que suficiente para que ele deixe de ser considerado para o que quer que seja; no entanto, há os que insistem em não enxergar que o Comensal do Mestre da FGF é um fervoroso anti-gremista. Tanto assim é que ele, agora com o auxílio do seu mais novo cachorrinho de colo, o tal justino do Sala, é o articulador da grande campanha: a que o Grêmio dá importância ao ruralito e que a desclassificação seria uma tragédia (até pouco tempo a tragédia seria o “rebaixamento”). E o pior é que há muitos gremistas que repetem essas sandices, em que pese termos chances plenas de conquistar a competição. Por favor!

Umbilicalmente ligado ao Novelletto, convidamos a todos a irem à página da FGF e verem (se eles não apagaram isso), em todos os anos da administração de Chico Miami frente à federação, qual o único convênio firmado. Leiam o nome da empresa, seu objeto social e tirem suas próprias conclusões. Não é à toa que Jabba Ernesto não vê nada de mais em haver, como o ex-presidente do Brasil de pelotas ou o Diretor de futebol do São José, dirigentes de outros clubes torcedores declarados, ex-diretores e conselheiros do colorado. Por isso Peidernesto não quer que se discuta – e sempre cortou essa discussão – com o Novelletto. Querem tirar legado ainda mais do sério? Digam-lhe que Novelletto não podia ocupar a presidência, que era uma afronta ao antigo artigo 31 do estatuto e que o estatuto foi mudado à sorrelfa para legitimar um absurdo… Ele surtará, chamará Genésio de Jesus, mas não admitirá, sob nenhuma hipótese, que se confronte seu mestre.

Em suma, essa foi a semana do Gre-nal. Semana que foi pródiga no clima que eles quiseram criar, inventando importância para o que não tem (primeiro saraiva com a história de gre-nal do século e que caiu no ridículo, logo abandonada a idéia, substituída pela papagaiada do “400o”) e, assim, garantindo que se forje uma importância que o jogo em si e a competição no qual está inserto não têm. Por isso tudo, amigos, dizemos e reiteramos: nada há de novo sob o céu do Rio Grande. De novo. E por isso, lançamos: até quando?

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