Capitulo DOIS – Brian Phillips – Os melhores cronistas esportivos e escritores do futebol mundial e porque você deve lê-los

AH! Outro autor recomendado para vocês.

E este aqui me recorda muito a crônica esportiva gaúcha, especialmente dois que se dizem cantores e um carnavalesco. Calma gente, eu não enlouqueci (apesar deste ser o Hospício Tricolor…).
Brian Phillips me recorda os supracitados em razão do interesse que possui em outras áreas, não apenas no esporte. No caso dos infames jornalistas gaúchos por música (ao menos eles acreditam que fazem ou entendem de música). Brian, por sua vez, ingressou no mundo do futebol através da poesia!
Fiquem tranquilos, traduzi alguns trechos para vocês degustarem.

2. Brian Phillips
Brian Phillips é um escritor excelente, capaz de integrar imagens vívidas e poéticas com detalhes meticulosamente pesquisados em um único texto. Escreve sobre uma enorme gama de assuntos para MTV, SLATE e Grantland (projeto extinto pela ESPN em 2015), além de ter artigos publicados para The New York Times, The New Republic, Best American Sports Writing e Best American Magazine Writing, entre outros. O futebol é um dos seus assuntos preferidos. Um de seus textos mais famosos é sobre o futebol durante a Primeira Guerra Mundial, onde ele nos conduz pela história não apenas com palavras, mas com fotografias que ilustram cada aspecto que vai abordando. Neste texto ele narra diversos fatos e eventos que aparentemente não possuem conexão e vai traçando uma trama que os une entre si, ao futebol e revela imagens e detalhes de forma inesquecível para quem o lê. (http://grantland.com/features/world-war-one-soccer-game/) Brian vive na Califórnia.

Trechos de Brian Phillips

Mas há mais nesta rivalidade do que baixaria. Afaste a camada de escândalos e declarações polêmicas, e os contrastes entre estes dois grandes jogadores vão dizer muito sobre as possibilidades apresentadas por este jogo, ou por qualquer jogo. Pense em como você se relaciona com os esportes em diferentes estágios de sua vida. Pelé, o melhor jogador no melhor time que marcou a maior quantidade de gols e ganhou a maior quantidade de troféus e foi o mais feliz, mais famoso e mais amado, conta a história infantil de heroísmo esportivo, uma conquista exuberante de um mundo justo e acolhedor. Maradona, que se revoltou contra autoridade e sabotou a si mesmo, e em 1986, arrastou um time inferior da Argentina ao título da Copa do Mundo pela pura força de vontade, conta a história adolescente: um mundo injusto forçado a se curvar ao ego superior.
– Pelé and Maradona, The glorious, ludicrous feud between soccer’s two biggest stars, publicado em www.slate.com

28. Conclusão Genérica No. 1 (Mainstream): A Tecnologia, que está continuamente nos deixando mais próximos dos atletas, também está deixando mais difícil os ver como pessoas reais. Nós sabemos o que Dwyane Wade (jogador de basquete do Miami), comeu no café-da-manhã, mas existe muita informação fragmentada, talvez haja muita informação em geral, para que nos permita formar com tudo isto uma figura do ser humano. Nós devemos lutar contra isto. Nós devemos tentar mais ter empatia pelas outras pessoas. WHAFF (palavra criada pelo Autor que significa MEME e deboche) é o equivalente na internet a atear fogo em morcegos.
31 Notes on the Breakdown of Practically Everything

Mas a maneira assombrosa de perder do Brasil na segunda etapa fez a diferença – Felipe Melo arremetendo por todo o lado como se tivesse uma capa de invisibilidade, e não tinha; Robinho correndo mais e mais febrilmente e mais e mais inutilmente, como os pensamentos de quem não consegue dormir. Kaká estava tão sedoso e despenteado em todas etapas da partida, o único excetuando talvez apenas Stekelenburg, que parecia quase imaterial, um pente no cabelo desembaraçado. Apesar de tudo, você não vence o Brasil em uma quarta-de-final da Copa do Mundo sem que seja legendário e que chame atenção, e de todos os jogos, este foi o mais revolucionário, no sentido de que foi a maior derrubada.
comentário sobre a derrota do Brasil para a Holanda na Copa de 2010.

A história do futebol na Primeira Guerra Mundial – que começou a exatos cem anos atrás neste mês – é a história de dois mundos em irresolvida tensão. É a história de uma metáfora equivocada. O futebol estava por toda a parte durante a guerra, jogado por soldados e marinheiros, jogado pelas mulheres que trabalhavam nas fábricas de munição e pelos homens em campos de prisioneiros. O poeta Siegfried Sassoon, que serviu como oficial no front oeste, lia notícias de futebol em voz alta para seus homens para mantê-los calmos antes de um ataque. Durante o famoso natal da trégua de 1914, quando soldados Ingleses e Alemães saíram de suas trincheiras e se misturaram na “terra de ninguém” (território deserto entre as trincheiras dos exércitos inimigos), um Alemão se apresentou a um cabo Inglês falando sobre o Tottenham e o Arsenal. Mais adiante, usando capacetes no lugar de traves, o Regimento 133rd da Saxônia jogava uma partida improvisada contra tropas Britânicas, vencida pelos Alemães por 3-2.
Soccer in Oblivion

Brian Phillips

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