Arbitragem e a Regra Flexível

 

A arbitragem foi boa. Incrivelmente discute -se a aplicação correta da regra na República do Texas.

O Brasil veio jogar… Espera, vamos contextualizar antes: a imprensa falsamente tentou criar uma rivalidade que não existe antes do jogo simplesmente porque ambas equipes são de turmas diferentes. Ok, méritos do Brasil pelo campeonato e reconstrução do time, mas NÃO é rival do Grêmio. Então o Brasil veio jogar numa tática defensiva e de imposição física para tentar parar o Grêmio. E a fatura veio. O rodízio de faltas (como batem no Luan!) e a imprudência do Eder Sciola acarretaram em 2 amarelos e o vermelho. Ponto. A responsabilidade então é do jogador que cometeu a falta. Independente se ele teve intenção, a falta ocorreu (e com uso excessivo da força) assumindo risco de lesionar o adversário. Pulou às costas do Luan com joelho levantado, no mínimo imprudência. Falta para amarelo. Daronco acertou. Conduziu a partida bem. Responsabilize-se então quem realmente de direito: o jogador (es) do Brasil.
Vozes na imprensa concordam com a falta e aplicação do cartão mas acham que o Daronco deveria ter administrado pelo bem do espetáculo. OPA!, peralá, como assim? Acomodar? Então é aceito que se esqueça da regra para acomodar uma partida pela subjetividade do juiz? Quantas partidas foram acomodadas pelo “bem” (?) do espetáculo? O “bem” do espetáculo era definido previamente? Por quem? Estamos vivendo tempos loucos onde o incompetente causa mais dano que o corrupto. E temos de ver discussão sobre a não aplicação da regra em prol do espetáculo.

 

Surreal. Aplique-se a regra, sempre. Sem esta de administrar conforme o juiz “sente” a partida. Falta é falta. Merece cartão, que leve cartão. E ponto. Simplifica.

Proteger o espetáculo é coibir o jogo violento, rodízio de faltas sobre o jogador talentoso, o anti jogo, a cera técnica. Proteger o espetáculo é aplicar a regra. Todo o resto é conivência com a violência e o anti jogo. Boa parte da IVI molda a regra conforme seu interesse. O que antes era falta pode não ser. E dane-se a regra. E assim vamos vivendo na República do Texas, onde a regra deve ser flexível, dependendo para quem deva ser aplicada.

Saudações tricolores

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